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Estamos no inverno, você põe mais 5 minutos no despertador, dorme mais 15, sai atrasado e o carro não pega. Quem já não passou por isso?
Nos anos 80, era muito comum chegar o inverno e os carros a álcool terem dificuldade na primeira partida, mas hoje, com as tecnologias do sistema flex, posso garantir: se seu carro tem dificuldade para pegar pela manhã, ou o combustível está "batizado" ou seu carro tem algum problema.
Vamos ver quais são os casos mais comuns que podem irritar você logo cedo.

Combustível adulterado
É o mais frequente. Após uma noite em repouso, a mistura criminosa que venderam acaba por se dividir em fases dentro do tanque e envia para o motor a parte ruim do combustível, e ele não pega. Pode ser água, solventes ou outras substâncias que seu motor não vai conseguir queimar quando estiver frio. Fique ligado se o problema apareceu depois do último abastecimento.

Bomba de combustível
Ela pode estar abrindo o bico. Acontece muito: a bomba está com baixa pressão e não injeta o volume necessário de combustível dentro do motor. Isso pode acontecer pela idade do carro ou quando você abastece continuamente com combustíveis adulterados.

Seu mecânico pode confirmar isso facilmente, instalando um manômetro (medidor de pressão) na linha de combustível (encanamento). Se for o caso, troque logo, pois este é um prenuncio de que a bomba pode parar de funcionar a qualquer momento e você ficará parado na rua.

Válvula de retenção de combustível
Essa peça é responsável por manter o combustível dentro do encanamento quando você desliga o carro. No dia seguinte, o combustível está na linha pronto para entrar no motor.

Quando ela falha, o combustível que estava no encanamento (linha) retorna para o tanque, fazendo com que você tenha que dar 5 partidas para ela sair lá de trás (do tanque) e chegar até o motor, que fica na frente do carro.

Geralmente, a válvula faz parte do conjunto da bomba, então tem que trocar tudo.

Velas e cabos de velas
Eles devem ser trocados a cada 25.000 km: já falei isso quando escrevi sobre economia de combustível.

Vela ruim produz uma faísca de baixa voltagem: apesar dela estar presente, é muito fraca, incapaz de queimar a mistura ar-combustível. É como aquele velho acendedor de fogão: você vê e ouve a faísca, mas o fogo do forno não acende.

Fonte: https://g1.globo.com/carros/blog/denis-marum/post/2018/07/16/seu-carro-demora-para-pegar-de-manha.ghtml

Rodar com pouco combustível diminui sensivelmente a vida útil da bomba de combustível, alguns poderão discordar, porém, depois de tantos anos consertando carros, percebi que em algumas situações a “estatística” fala mais alto que os projetistas. 

A história se repete, não é porque seu carro possui amortecedores que você vai pegar todos os buracos que encontra pela frente, não é porque o tanque do seu carro possui uma reserva que você andará sempre com pouco combustível. Chegar até a reserva vez ou outra não tem problema, o que estraga a bomba de combustível é viver na reserva, estou falando daquelas pessoas que ficam abastecendo dez ou quinze reais toda vez que ascende a luz indicadora do tanque. 

A bomba fica alojada dentro do tanque justamente para que o combustível refrigere o pequeno motor elétrico que está contido dentro dela. Para você entender melhor, quando o motorista vira a chave de ignição, assim que as luzes do painel ascendem, a bomba de combustível do seu carro começa a funcionar, e ela não para, fica mandando combustível para o motor esteja ele funcionando ou não, aquilo que o motor não queima é devolvido para o tanque. 

Como você pode perceber esse pequeno motor elétrico trabalha muito e aquece bastante, é por isso que a bomba precisa de pelo menos ¼ de combustível dentro do tanque para resfria-la. Engana-se quem acha que o retorno do combustível refrigera a bomba, primeiro porque a vazão é pequena e o segundo ponto é que o combustível que retorna para tanque recebe parte da caloria do motor e retorna aquecido para o conjunto da bomba.

Além do aquecimento, existem outros vilões dentro do tanque que se aproveitam do nível baixo para estragar sua bomba de combustível, a sujeira acumulada no fundo do tanque entope parcialmente uma pequena peneira que fica na boca da bomba, essa obstrução acaba exigindo mais do motor e com o tempo ele acaba queimando. 

O último vilão é o combustível adulterado, esse é o mais difícil de brigar, eu já vi de tudo dentro do tanque, água, solvente, corante, álcool anidro, querosene, areia, graxa, entre outros. Alguns destes produtos se misturam ao combustível, outros acabam se separando e indo para o fundo do tanque e, quanto menos combustível tiver, mais significativos serão os danos causados por essas substâncias nocivas a sua bomba e ao seu motor.

Fonte: http://g1.globo.com/carros/blog/oficina-do-g1/post/mito-ou-verdade-rodar-com-o-tanque-vazio-estraga-o-carro.html

O carro economiza combustível andando em ponto morto, a famosa "banguela".
Se você está acostumado a desengatar a marcha em descidas, achando que vai economizar combustível, você está redondamente enganado. Segundo o engenheiro Rubens Venosa, consultor de Autoesporte, diferentemente do que muitos pensam, descer com o carro em ponto morto gera um maior consumo de combustível do que descer engatado. "Isso acontece devido ao sistema de injeção eletrônica entender que o carro está em marcha-lenta, o que resulta num pedido de combustível maior por parte do sistema ", explica.

Assim, em quinta marcha, por exemplo, a rotação sobe para cerca de 1.500 a 2.000 rpm e o sistema cut-off (de corte) da injeção eletrônica entra em ação. É esse recurso que entende que o motor está funcionando no embalo e, como não há aceleração, corta a passagem de combustível.

Creditos: https://goo.gl/YTuny6

É comum na indústria automobilística enfatizar o quanto de potência (cv) e torque (kgfm) um carro tem. Os famosos “cavalos” e kgfm dizem muito sobre o veículo. Um modelo com um bom torque arranca mais rapidamente e consegue enfrentar ladeiras com mais facilidade. Já a potência está relacionada com o quanto o carro consegue andar em termos de velocidade máxima. A Ferrari 812 Superfast, por exemplo, esbanja 800 cv, o que a faz chegar aos 100km/h em 2,9 segundos. Os valores da potência e de torque são definidos a partir de um equipamento chamado dinamômetro.

Segundo Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max, a potência e o torque do motor podem ser medidos no dinamômetro de rolo ou de bancada. No primeiro, o carro é colocado inteiro no equipamento e assim é calculado a energia que chega às rodas do automóvel. No entanto, há algumas perdas de energia à medida que o carro faz alguns movimentos mecânicos, como por exemplo, girar a embreagem. “O motor tem 180 cv, mas na roda chega 120 cv”.

Henrique Pereira, membro da Comissão Técnica de Motores Ciclo Otto da SAE, menciona que existem normas para realizar a medição. A temperatura e a pressão devem ser controladas no ambiente, por isso as montadoras costumam utilizar o dinamômetro de bancada para chegar aos valores. Nesse caso, apenas o motor é colocado no equipamento.

“Dependendo da posição do acelerador e da rotação do motor, é gerada uma determinada força [em cima do dinamômetro] que é traduzida em torque”, explica o engenheiro. Quando se chega ao ponto de força máxima é definido qual é o torque do motor. “Geralmente, ele se dá em rotações medianas de 2000 a 4000 rpm”. De acordo com Pereira, o resultado é aplicado em uma fórmula para se chegar ao valor da potência.

Para divulgar esses números no mercado, as montadoras escolhem cerca de cinco motores pré-série, roda por algumas horas e depois traça uma média de torque e potência. “Elas não vão usar nem o melhor motor nem o pior”. Na compra de um carro para andar na cidade, o engenheiro afirma que é importante estar atento ao torque . “O interessante é ter um torque alto em uma rotação baixa. É o que vai te dar o prazer de saída”.

Quem pensa que potência é apenas sinônimo de velocidade, é melhor tomar cuidado. O engenheiro ressalta que o peso do veículo também pode influenciar nessa conta. Ter 100 cv em um carro popular pode ser bom, mas em um sedã pode não ser tanto assim. " Depende onde esses cavalos estão instalados, diz Pereira.

Creditos: https://goo.gl/g2fHQt

Acomodar toda a bagagem no porta-malas às vezes não é tarefa fácil. O pneu reserva já ocupa um espaço significativo, restringindo a capacidade do bagageiro. O estepe temporário surgiu como uma solução para este problema. A roda é mais fina e leve, mas é preciso ter cuidado, pois estes pneus têm limitações e só devem ser usados em situações de emergência.

Meu pneu furou! Quase todos os motoristas já passaram por esta situação. Quando se troca o pneu por um estepe temporário, não há muitas diferenças quanto à montagem, mas é necessário ficar de olho na velocidade e na distância percorrida. Segundo Walter Abramides, engenheiro mecânico e proprietário da oficina Garage WEB, em São Paulo, a maioria dos veículos com estepe temporário só pode andar no máximo a 80 km/h e em uma distância média de 80 km.

Ignorar as regras é perigoso. Caso o condutor ultrapasse a velocidade, a borracha do pneu pode estourar. "O fabricante se protege e garante que em 80 km/h o estepe não tem deformação de diâmetro". Já em relação à quilometragem, andar mais de 80 km pode causar o desgaste do pneu ao ponto de ficar sem borracha.

Em uma situação de frenagem brusca, os pneus temporários também não são muito eficientes. De acordo com Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Oficina Motor-Max, em São Paulo, o ABS até dá controle ao carro, evitando uma possível derrapagem, entretanto como as rodas são mais finas, um dos lados do veículo terá uma tendência de frenagem errada. "O carro poderia brecar em 30 metros, mas vai precisar de 35 metros".

Creditos: https://goo.gl/V2swxK

Entrei no carro e coloquei a chave no contato. Nesse momento, percebo que o comando do ar-condicionado está ligado. E aí, devo desligá-lo para acionar o motor ou isso é apenas mito?


“Em geral, os carros mais antigos (carburados) sofriam com esse problema quando não havia carga suficiente para girar o motor de arranque. Mas, há pelo menos dez anos, os carros já podem ser acionados mesmo se o ar estiver ligado”,diz o mecânico de ar-condicionado automotivo e dono da Arcon, Ernesto Miyazaki.

O especialista comenta que os sistemas mais modernos são preparados para atuar mesmo que não haja carga suficiente. Alguns modelos, inclusive, entram em “modo de segurança” para acionar o compressor do ar-condicionado apenas quando a carga estiver ideal, momentos depois da partida. “Em algumas situações o carro nem vai ligar o ar e vai dar preferência para o motor”, afirma o mecânico.

Portanto, você pode ligar o motor do seu carro mesmo que o ar-condicionado esteja ligado, desde que o veículo não tenha mais de 15 anos de uso. “Uma dica é deixar o seletor no modo ventilação, com o ar desligado, quando o destino estiver próximo. Isso ajuda a evitar que o evaporador fique úmido e traga fungos e mal cheiro para a cabine”, conclui Miyazaki.

Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Oficina/noticia/2017/09/oficina-devo-desligar-o-ar-condicionado-antes-de-das-partida-no-carro.html

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