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Quem nunca se perguntou qual seria a solução para um carro o para-brisa trincado? Só de pensar em trocar a peça inteira bate aquele aperto no peito e no bolso, certo? Pois bem: tenha calma. A resposta para isso nem sempre é trocar a peça inteira. Dependendo do dano, é possível repará-la, de forma relativamente rápida e simples.

Em que casos posso fazer o reparo?
Os especialistas explicam que, no geral, é possível reparar os para-brisas nos casos em que as trincas forem menores de 10 cm, ou seja, menor que uma moeda de um real, ou um cartão de crédito. O serviço não seria satisfatório. "Não há garantia, por ser uma prestação de serviço. É apenas uma tentativa de reparo, e só será 100% satisfatório se a trinca não ultrapassar esse tamanho" explica Núbia Terra, especialista em vendas da Autoglass.

O serviço é feito por meio de uma técnica rápida que consiste em uma limpeza no local danificado e na aplicação de uma resina que secará com ajuda de luz ultravioleta. A restauração pode levar de 40 min a uma hora e meia. Nos casos em que a solução é a troca do para-brisa, o procedimento pode demorar até quatro horas.

Para o dono da Auto Vidro VR, Ivo de Oliveira, as chances do reparo ser bem sucedido aumentam se o carro for levado assim que o dano aparecer. "Quanto antes melhor. Isso evita o acúmulo de sujeira", ele afirma.

Mas, é claro, definir se o vidro poderá ser recuperado por meio de um reparo ou não, depende da análise do técnico especializado. Segundo Oliveira, cada trinca deve ser analisada pelo técnico, mas dependendo do tamanho e localização, o serviço é descartado na hora. Nos casos em que o conserto não é possível, a recomendação é trocar a peça inteira. Para isso, o ideal é procurar locais especializados que trabalhem com peças originais e sigam as normas de segurança.

Qual é o valor do serviço?

Grande parte das oficinas especializadas na troca e conserto de vidros automotivos são conveniadas a seguradoras. A cobertura para esse tipo de serviço depende muito do que for contratado pelo motorista em seu plano.

O custo benefício é realmente atraente. O reparo costuma sair bem mais barato do que a troca do para-brisa inteiro. No caso de um Hyundai HB20, por exemplo, o valor da peça toda é aproximadamente quatro vezes maior que o do reparo, que, nesse caso, pode custar entre R$ 110 e R$ 135 reais. Mas o valor do conserto, assim como o do para-brisa inteiro, varia de acordo com o modelo.

Seguros cobrem o reparo ou troca do para-brisa?

Na maioria dos casos, sim. Os seguros automotivos costumam cobrir o reparo de trincas ou pontos de quebra no para-brisa, porém, a troca da peça inteira depende da categoria da sua apólice.

De modo geral, as seguradoras trabalham com coberturas básicas que incluem roubos, furtos ou colisões. Portanto, danos materiais imprevisíveis muitas vezes estão cobertos apenas por planos adicionais. Vale a pena dar uma olhada na sua apólice e conferir se os vidros do seu carro estão assegurados, especialmente se você costuma rodar muito em estradas - situação em é comum pedrinhas atingirem o para-brisa - ou deixar seu carro parado em estacionamentos descobertos.

Posso ser multado por andar com o para-brisa quebrado?

Tem uma rachadura no seu para-brisa? Fique atento, porque você pode ser multado.
De acordo com a resolução 216/2006 do Código Nacional de Trânsito (Contran), o dano não pode ultrapassar 10 cm de comprimento e não pode estar na área crítica de visão do motorista. As fraturas circulares não podem ultrapassar quatro centímetros de diâmetro. Os veículos que não cumprirem essa norma serão apreendidos, e o motorista, autuado com multa grave - ou seja, somará 5 pontos na carteira de habilitação e terá que arcar com
R$ 195,23.

Especialistas consultados

AutoVidros VR- (11) 3831-7388

AutoGlass - 0800 025 6313

Porto Seguro - 0800-727-2766

Bradesco Seguros - 0800 727 9966

FONTE:https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2018/02/da-para-consertar-o-para-brisa-do-carro.html

A cena é comum nas estradas, durante os meses de férias ou nos feriados prolongados: carros com famílias ansiosas por um período de descanso e diversão, mas que, sem nem se dar conta, podem estar correndo sérios riscos devido ao excesso de bagagem. Para entender quais são as práticas que podem ameaçar a integridade física dos passageiros e quais os procedimentos corretos, conversamos com Gerson Burin, coordenador técnico do CESVI Brasil - Centro de Experimentação e Segurança Viária.

Carga é no porta-malas

Evitar o transporte de qualquer carga solta dentro da cabine é a primeira recomendação. “Infelizmente, esse é um hábito muito comum. As pessoas levam caixas, malas e objetos pesados soltos no interior do veículo, sem pensar em qual seria a sua dinâmica no caso de um acidente”, diz Burin. “Em uma colisão, esses objetos vão inevitavelmente se deslocar pelo interior do veículo e podem causar ferimentos nos ocupantes”.

O especialista do CESVI explica que esse deslocamento também pode acontecer em uma frenagem mais forte - e, mesmo se não atingir os passageiros, a movimentação da carga pode assustar ou tirar a atenção do motorista, levando a um acidente. O porta-malas é o compartimento que foi projetado especificamente para o transporte de carga e, no caso de uma colisão ou frenagem, seu conteúdo permanece isolado da cabine e dos passageiros.

Além disso, buscando aumentar a capacidade do porta-malas em alguns litros ou para transportar algum objeto mais longo, muitos motoristas retiram o tampão (no caso de hatches) ou removem a cobertura retrátil do compartimento (SUVs e peruas). Na prática, isso equivale a levar as malas soltas dentro do carro, já que em um acidente elas não encontraram nenhum obstáculo para invadir a cabine.No interior

Caso seja necessário levar algum volume dentro da cabine, ele precisa estar ancorado ou preso com o cinto de segurança, jamais solto. Burin afirma ainda que é recomendável optar pelo porta-malas mesmo para acomodar volumes menores, como bolsas e mochilas. Quando levados dentro da cabine, a recomendação é que fiquem junto ao assoalho do veículo - jamais sobre o tampão traseiro ou no painel frontal.

Burin também ressalta que não se deve nunca obstruir a visão das janelas - laterais ou traseira - e que a base dos vidros é o limite para se acomodar objetos. “Quando se ultrapassa essa linha, o motorista perde campo visual através do retrovisor interno”, explica, lembrando que já presenciou casos até de pessoas que usam o banco dianteiro para transportar grandes caixas, bloqueando totalmente o retrovisor direito e potencializando o risco de acidentes.

Questão de balança

O peso transportado é outro fator a ser observado. Todos os veículos têm uma capacidade de carga máxima, informação que se encontra disponível no manual do proprietário. Se ultrapassar esse limite, o motorista vai sobrecarregar o carro, pois estará rodando fora das especificações para as quais ele foi projetado. Há o risco de fadiga ou quebra de componentes mecânicos, principalmente nos freios e suspensão, ou o estouro de um pneu, levando a um acidente. Além disso, haverá um desgaste prematuro desses conjuntos.

Além disso, mesmo dentro do limite de peso do veículo, é preciso ter atenção com dois outros fatores. O primeiro é fazer a calibragem dos pneus com a pressão recomendada pelo fabricante para quando o veículo estiver carregado. A informação consta no manual do proprietário e, na maior parte dos veículos, também em uma etiqueta fixada no carro, geralmente na porta do motorista, na coluna central ou na portinhola de abastecimento.

Outro fator é a forma de dirigir. Carregado, o automóvel terá reações diferentes das que o motorista está acostumado quando roda com ele vazio. “Em função do peso, o veículo terá menor capacidade de frenagem”, explica Burin, ressaltando que o motorista precisa então ter em mente que o veículo necessitará de alguns metros a mais até parar e, por isso, as frenagens precisam ser antecipadas. Há, também, uma perda na capacidade de aceleração e retomada de velocidade, principalmente em modelos de baixa potência, o que demanda atenção redobrada ao acessar uma via de grande movimento ou ao fazer ultrapassagens.

Burin ainda alerta para a necessidade de reduzir a velocidade de contorno das curvas. “Mais pesado, o veículo sofrerá maior ação da inércia, ou seja, a tendência de ser jogado para fora nas curvas será maior”, diz o consultor do CESVI, que acrescenta que a carga também tende a elevar o centro de gravidade do veículo, fazendo com que a carroceria incline mais.

Bagageiro e rack

Para ampliar a capacidade de carga, o uso dos bagageiros e racks de teto é uma ótima opção, mas demanda muito cuidado. É fundamental fazer sua instalação seguindo as instruções e os limites de peso estabelecidos pelo fabricante, assim como na forma de acomodar e fixar a carga. Caso contrário, há risco de a bagagem se soltar e cair com o carro em movimento, provocando um acidente. O excesso de peso ou a instalação incorreta também podem danificar o teto do veículo.Além disso, é preciso respeitar os limites legais para o uso desse tipo de equipamento. A carga não pode ultrapassar a lateral do veículo e sua altura máxima é de 50 centímetros acima da linha de teto. Outro ponto importante é que os cuidados com a condução do veículo citados anteriormente devem ser redobrados, uma vez que a carga no teto vai mudar toda a aerodinâmica do veículo, afetando ainda mais as acelerações e retomadas. A massa concentrada no teto eleva ainda mais o centro de gravidade do veículo, aumentando a inclinação da carroceria nas curvas, comprometendo bem a estabilidade.

Ainda que todas essas recomendações sejam seguidas, vale dizer que um pouco de cautela nunca fez mal à ninguém. Por isso, quando usar o bagageiro ou o rack de teto, faça paradas regulares durante a viagem para checar a fixação do volume e também da carga. Aproveite para esticar as pernas e tomar um café.

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2018/03/os-riscos-do-excesso-de-bagagem-no-carro.html

O motor é o coração do veículo e precisa de manutenção periódica uma vez por ano ou a cada 10.000 km, no mínimo. Os cuidados mais comuns são a troca de óleo e dos filtros (ar, óleo e combustível). Mas há outros itens que demandam manutenção preventiva, como correia dentada, cabos e velas de ignição e fluido de arrefecimento.

A troca deles pode ser feita em casa, mas é preciso ficar atento a alguns detalhes, como o descarte de óleo e fluido de arrefecimento, que não pode ser feito na rede de esgoto. A correia dentada, normalmente, requer um conhecimento mais apurado do funcionamento do motor, pois, se instalada de forma errada, pode alterar o ponto de ignição do motor e provocar falhas de funcionamento. Na pior das hipóteses, pode ocasionar o "atropelamento" das válvulas, com danos severos a diversas peças do cabeçote.

A dúvida que pode surgir é: e quando a manutenção está em dia e o motor começa a falhar ou apresentar consumo elevado, o que pode ser e o que fazer? O primeiro item a ser verificado é o combustível, pois a qualidade é fundamental para o bom funcionamento do motor. Combustível ruim contamina o óleo lubrificante, as velas de ignição e os bicos injetores. Para evitar problemas, o recomendável é abastecer sempre no mesmo posto, em horário comercial e pedir nota fiscal.

Pode ocorrer também de um ou mais componentes estarem com a especificação diferente da correta ou com defeito. Neste caso, é preciso revisar todos os sistemas até encontrar o defeito.

1- Limpeza dos bicos injetores

A equipe técnica da Magneti Marelli indica a limpeza dos bicos injetores nos casos em que o veículo apresenta dificuldade de partida ou consumo elevado de combustível. As válvulas não entopem, mas possuem filtros internos que podem ser substituídos. O diagnóstico é feito com equipamento especial, que mede a quantidade de combustível injetado. Se houver diferença entre os injetores é preciso fazer equalização, com uso de uma máquina específica para isso.

2- Injeção direta

A mesma atenção que se dá aos veículos com injeção indireta deve ser dada aos de injeção direta, explica a equipe da Magneti Marelli Aftermarket. A alimentação do combustível é pressurizada a 200 bar e os injetores devem ser verificados quando há sinais de problema. Algumas válvulas de injeção permitem reparos, com a troca de componentes e a identificação de reparo e/ou troca da peça sendo feita com auxílio de equipamentos específicos.

3 - Óleo do motor

Sempre utilize o óleo especificado no manual do proprietário, independentemente da quilometragem do veículo, e faça as trocas no prazo indicado. Jamais complete o nível. Se houver vazamento, corrija e troque o óleo. Sempre troque o filtro junto com o óleo, pois isso evita contaminação do lubrificante novo por impurezas do filtro velho

4- Mangueiras

Componentes de borracha presentes no cofre do motor envelhecem com o tempo e devem ser checados e trocados preventivamente, como mangueiras de combustível e radiador. A vida útil é de cinco anos (tal como pneus) e após esse período podem ressecar e criar fissuras.

5 - Velas

A vida útil de uma vela é determinada pelas montadoras. Nos manuais do proprietário o usuário pode verificar a recomendação de troca das peças de acordo com esses testes. A fabricante NGK recomenda a inspeção da vela a cada 10.000 km ou anualmente. Segundo o consultor de Assistência Técnica da NGK do Brasil, Hiromori Mori, o motorista que deseja melhor performance e dirigibilidade pode substituir sua vela de ignição comum por um modelo especial, feito de platina ou irídio, desde que haja aplicações do produto compatíveis.

6 - Turbo

Geralmente o turbo dispensa manutenção. Fabricantes garantem vida útil de até 200.000 km desde que seja utilizado corretamente e, para isso, basta realizar as trocas de óleo motor nos períodos previstos no manual do proprietário, uma vez que utiliza o mesmo lubrificante.

7 - Correia dentada

Deve ser substituída conforme a indicação da fabricante do veículo, no manual do proprietário. O desgaste que ocorre nos rolamentos auxiliares e esticadores acompanha o da própria correia. Além disso, para evitar que a nova correia sofra desgaste diferente da anterior por vícios dos componentes que trabalhavam no conjunto antigo, é altamente recomendada a substituição de todas as peças do conjunto de sincronização.

8 - Radiador

É muito importante assegurar que a água esteja com a proporção correta de aditivo, que deve ser a especificada pela fabricante do veículo. Periodicamente, deve ser dada atenção à manutenção do sistema de arrefecimento completo, observando a temperatura de trabalho do motor. Os técnicos da Magneti Marelli Aftermarket explicam que um motor operando acima ou abaixo da temperatura de funcionamento indica que há necessidade de revisão e manutenção.

9 - Filtros

Uma vez por ano, pelo menos, devem ser trocados os filtros de ar, óleo, combustível e ar-condicionado. O consultor técnico José Carlos Finardi, do Canal 100% Motor, não recomenda utilizar filtros laváveis. “Acompanhei diversos testes quando trabalhei em uma montadora, que mostraram ineficiência dos filtros laváveis após o primeiro uso”.

FONTE:https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2018/04/9-dicas-para-cuidar-da-manutencao-do-motor-do-seu-carro.html

Você sabe o que é gasolina formulada? Se sim, provavelmente escutou algum vizinho ou amigo falar dos riscos desse combustível, também chamado de gasolina genérica ou criada em laboratório. Entre os receios mais comuns (basta dar uma busca na internet) estão os possíveis danos ao motor e o baixo rendimento. Mas será que é tudo verdade?

Para acabar com as dúvidas, Autoesporte começou a recolher amostras em postos de combustível, além de conversar com especialistas, químicos, engenheiros mecânicos e órgãos de defesa do consumidor desde 2016. E traz as respostas para você entender um pouco melhor o que o motor do seu carro está queimando, e como o governo trata do assunto.

 

O QUE É GASOLINA FORMULADA

 

O assunto ganhou mais força de 2011 a 2012. Foi nessa época que começaram a surgir notícias da gasolina diferente (e mais barata!), criada da mistura de produtos químicos. Em alguns estados e municípios foram criados regulamentos específicos para obrigar os postos a informar a origem dos combustíveis.

De acordo com a lei nº 4.750, aprovada em 2015, no Mato Grosso do Sul, existe uma diferença entre as gasolinas refinadas e formuladas. Como justificativa, o texto afirma que a primeira “passou pelo processo de refinação, em que as substâncias nocivas, contidas no petróleo cru, são completamente eliminadas”. Já a formulada é “composta de resíduos de destilação petroquímicos, aos quais são adicionados solventes, com qualidade inferior ao da gasolina refinada”.

Só há um detalhe: segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal responsável pela regulamentação de combustíveis no Brasil, toda gasolina vendida no país passa pelo processo de formulação. Em nota, a agência explica — ainda que pareça outro idioma — que, “para a mistura de correntes de hidrocarbonetos chegar ao padrão da ANP, é necessário ‘formular’ o produto”Para Rafael Rodrigues Hatanaka, gerente técnico do Centro de Monitoramento e Pesquisa da Qualidade de Combustíveis, Biocombustíveis, Petróleo e Derivados (Cempeqc), laboratório sediado no Instituto de Química da Unesp, o posicionamento da agência está correto. “Como toda gasolina vendida no Brasil deve atender a requisitos técnicos estipulados pela ANP, essa combinação também pode ser feita nas centrais de matérias-primas petroquímicas e nos formuladores”, explica.

“Vi muito posto colocando ‘aqui só vende gasolina refinada’. Todas as gasolinas são refinadas porque vieram de alguma refinaria. Não tem como fazer o combustível sem misturar partes leves, médias e pesadas. Todas são refinadas e formuladas, na refinaria ou na petroquímica [formuladoras]”, afirma Carlos Itsuo Yamamoto, coordenador e pesquisador do Laboratório de Análises de Combustíveis Automotivos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

 

O QUE MUDA EM RELAÇÃO À GASOLINA REFINADA?

 

Com base na resolução Nº 5 da ANP, a Petrobras afirma que a principal diferença é a maneira de obter a matéria-prima. Isso porque refinarias misturam as tais correntes de hidrocarbonetos de produção própria (criadas por processos de hidrodessulfurização, craqueamento catalítico e destilação do petróleo), enquanto as formuladoras adquirem esses produtos no mercado.

“Nenhuma gasolina é só como a refinaria produz. Ela sempre recebe algum aditivo para se tornar mais eficiente. Ela não sai da refinaria, vai à distribuidora e vai ao posto. Isso não existe. No fim das contas, se a gasolina atende às normas, não importa como ela foi produzida ou de onde veio. Ela é correta”, explica Carlos Orlando Enrique da Silva, superintendente de biocombustíveis e de qualidade de produtos da ANP.

 

 TESTES DAS MONTADORES

 

“O veículo é desenvolvido com gasolina comercial e etanol. Os testes são feitos para garantir durabilidade, dirigibilidade, rendimento do motor, cumprimento das normas de emissões e consumo. Se muda o combustível — e, nesse caso, não se sabe quanto mudou e se mudou —, pode alterar os parâmetros de desenvolvimento. Isso pode significar partidas mais difíceis, dirigibilidade comprometida, ou até uma durabilidade menor do motor”, diz Henrique Pereira, membro da Comissão Técnica de Motores Ciclo Otto, da SAE Brasil.

 

O QUE DIZEM OS ÓRGÃOS DE DEFESA DO CONSUMIDOR

 

Alguns órgãos de defesa do consumidor preferem não se posicionar em relação ao assunto, já que há estados e municípios que não obrigam os postos a informar a origem dos combustíveis. “Segundo a ANP, instância federal que se sobrepõem à nossa, toda gasolina é formulada e não há diferença de qualidade. Em São Paulo, não temos essa exigência e só podemos exigir e fiscalizar o que consta em lei”, explica o Procon-SP.

Já a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) acredita que os postos devem diferenciar gasolinas produzidas em refinarias e formuladoras. “O Código de Defesa do Consumidor trata do direito à informação. A escolha é do cliente. Ele tem de ser informado, por algum tipo de publicidade, na bomba ou no posto, em lugar que seja visível antes de abastecer”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da associação.

“Quando o consumidor vai à bomba, ele tem de saber qual é uma e qual é outra. Por exemplo, se você tem uma ‘gasolina refinada’ e uma ‘gasolina formulada’, é preciso explicar, porque o consumidor não sabe a diferença. O que também vale para comum e aditivada. Tem de ter direito à informação para que o cliente faça a melhor escolha. No meu entendimento, a lei é clara. É o Código de Defesa do Consumidor”, diz Dolci.

 

O QUE DIZ A ANP EM RELAÇÃO À IDETIFICAÇÃO NA BOMBA?

 

“Para nós, o importante é que esteja de acordo com as especificações. Não tem motivo para diferenciar. Senão, teria de explicar quando é importada. Teria gasolina de formulador, de refinaria, dos EUA, do Oriente. Em relação à gasolina importada, essa sim temos de ficar de olho, pois é um produto que vem de fora e em grande quantidade. Foram 31 bilhões de litros consumidos em 2017, o que colocou o Brasil como sétimo maior consumidor do mundo. Desse total, 12,5% era importado”, afirma Carlos Orlando Enrique da Silva.

PERIGOS

 

Para Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max e consultor técnico de Autoesporte, o problema da gasolina formulada é a presença de substâncias nocivas ao motor. “Esse combustível pode ter solventes leves que deterioram partes de borracha e plástico, como mangueiras. A curto prazo, não muda muito. Mas as peças plásticas e de borracha sofrem mudanças moleculares em função da solvência desse tipo de gasolina”, garante.

Por outro lado, especialistas ligados às distribuidoras garantem que os solventes das gasolinas formuladas são os mesmos do combustível de refinaria. “O que pode acontecer é adulteração. Se colocam mais solventes, a gasolina se torna mais nociva, principalmente para a bomba de combustível”, analisa um engenheiro que preferiu não se identificar.

De acordo com o professor Carlos Itsuo Yamamoto, a regulamentação da atividade de formulação foi justamente uma tentativa de controlar a adulteração de combustíveis. “Existiu em um período no qual havia adulteração com solventes, que essencialmente vêm das petroquímicas. Então, para também ajudar a diminuir esse problema, autorizaram essas empresas a fazer combustível, desde que atendessem aos parâmetros de qualidade da resolução da gasolina”.

“Qualquer gasolina adulterada e fora das especificações da ANP pode provocar falhas de funcionamento do motor, independentemente de sua origem. Os mais conhecidos são detonação, aumento de consumo, falhas de funcionamento, engasgos e dificuldade de partida a frio, normalmente associados à adulteração”, explica Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

 

QUAIS SÃO AS VANTAGENS?

 

“Gasolina formulada é uma mistura química com características iguais à refinada. É feita de outra forma, mas tem de atender às especificações. Ela não é exclusividade do Brasil e é vendida em vários outros mercados. Tem uma série de mitos, de que polui mais ou de que é menos eficiente. Mas se estiver dentro das especificações, não acontece nada disso”, garante Henrique Pereira, engenheiro da comissão técnica de motores Ciclo Otto, da SAE Brasil.

“Essa gasolina tem custo de fabricação mais baixo, pois os formuladores aproveitam resíduos de fábricas. Custa caro jogar fora esses resíduos, pois eles não podem ser descartados em qualquer lugar. Para a indústria química é uma beleza, pois ela pode vender aquilo que custa caro para 'queimar'”, discorda o engenheiro mecânico Rubens Venosa.

Já Carlos Orlando Enrique da Silva, da ANP, afirma que não existe diferenças em relação à gasolina refinada — tanto para o cliente como para o produtor. “Se tivesse alguma vantagem, o Brasil estaria inundado de gasolina formulada. Só no ano passado, a produção foi de 0,3% de tudo que foi comercializado no país. Se fosse algo extraordinário para a indústria, teríamos uma formuladora a cada esquina”, afirma.

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2018/04/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-gasolina-formulada.html

Ar-condicionado, o mais adorado dos equipamentos automotivos nos dias tórridos de verão. Apesar de não ser muito utilizado em outras estações, dependendo da região do país, esse salvador da pátria também merece constante atenção. Mesmo sendo resistente a problemas, nunca é demais aprender a usá-lo corretamente e a investir na manutenção preventiva.
Independente do nível de tecnologia oferecido pelo refrigerador de ar do seu carro, colocá-lo para funcionar é muito simples. Só não é recomendável dar a partida no motor com o acessório ligado para não sobrecarregar o motor de arranque. Antes de desligá-lo, uma boa dica pode evitar um inconveniente que muita gente conhece.

"Quando estiver perto de seu destino, o condutor deve desligar o ar-condicionado e acionar a ventilação na velocidade máxima por, pelo menos, três minutos", explica Amaury Oliveira, gerente de engenharia, gerenciamento de programas e qualidade da Delphi. É a maneira mais eficiente de eliminar a umidade que se acumula nas galerias por onde passa o ar gelado. Assim, o dono do veículo evita a proliferação de fungos e bactérias pelo sistema, que causam um odor bem desagradável.

Outra dica simples para evitar problemas é ligar o item pelo menos uma vez por semana, mesmo nos piores períodos do inverno. "É uma forma de manter mangueiras, vedadores e selos de borracha sempre lubrificados, já que o óleo que abastece o equipamento circula misturado ao gás. Isso diminui o risco de rachaduras nas peças de borracha e, por consequência, o risco de vazamentos de gás", diz Rubens Venosa, engenheiro proprietário da oficina Motor Max e consultor de Autoesporte.

Já Harley Bueno, diretor de reciclagem e segurança veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), lembra que o ar-condicionado é projetado para durar tanto quanto o veículo, desde que seu dono siga, ao menos, esse tipo de recomendação.

Afinal, precisa trocar o gás?

Em caso de dúvida, consulte o manual do proprietário para não cair em conversas esquisitas, como aquela que diz que o gás que resfria o ar deve ser trocado periodicamente. "Isso é um mito. O sistema é selado e o gás não é perecível", explica Harley Bueno.

Fique atento na hora de revisão: recarga de gás no sistema só é necessária se ocorrer vazamento

Recarga de gás só é necessária se ocorrer vazamento. Nesse caso, recorra a uma oficina especializada, pois alguns estabelecimentos oferecem um tipo de gás que não é exatamente o indicado para o ar-condicionado do seu veículo. Um gás diferente trabalha com pressões fora do padrão e causa estragos. “A pressão elevada pode, por exemplo, estragar conexões de mangueiras e diminuir a durabilidade do compressor. É importante procurar profissionais que conheçam essas particularidades”, recomenda o gerente da Delphi.

Em revisões de rotina, mesmo se nunca houve vazamento, o dono do veículo pode solicitar também que se verifique a pressão do gás no sistema, exame que pode detectar anomalias como o entupimento de alguma válvula, ou o desgaste prematuro do compressor.

Manutenção preventiva

Nos períodos de revisões, também vale pedir ao reparador que avalie o estado da correia que aciona o compressor, e se ela está trabalhando na tensão correta (sem folga). Outra peça importante é o filtro de cabine, que barra a entrada de impurezas. Quando demora muito a ser trocado, o item causa mau cheiro e diminui o fluxo do ar direcionado para o habitáculo.

"A troca desse filtro é necessária, mas sua durabilidade depende muito de onde o veículo circula", comenta Amaury Oliveira. Em cidades de interior, com vias asfaltadas e poucos veículos, o componente resiste por mais tempo. Já em grandes centros urbanos a contaminação é bem maior. Na zona rural, quem transita por estradas de terra tem de trocar o filtro ainda mais cedo.

No fim das contas, é recomendável que o dono do veículo solicite a verificação do estado da peça a cada revisão. Para modelos que passaram do período de garantia e não são submetidos a revisões por quilometragem (por opção do dono do carro), Venosa recomenda que o elemento filtrante seja verificado a cada seis meses.

Para quem não se lembrou de trocar a peça e começou a perceber odores desagradáveis (que também surgem nos modelos sem filtro), a melhor saída é solicitar a higienização de todo o circuito por onde passa o ar refrigerado. "A limpeza da tubulação é importante, pois ocorre acúmulo de sujeira nas fissuras do evaporador, que trabalha úmido", comenta o consultor de Autoesporte, que recomenda que esse tipo de limpeza seja feita preventivamente a cada troca do filtro – quando disponível.

 Problemas mais comuns

Segundo Venosa, os problemas mais comuns do ar-condicionado são: parar de ventilar, parar de resfriar o ar e começar a emitir ruídos, geralmente por problemas no compressor. Quando para de resfriar, é importante saber se há ou não gás no sistema. No caso de vazamento, deve-se localizar e eliminar o ponto de fuga do gás e providenciar sua recarga. Problemas com a ventilação podem indicar que o filtro está entupido, que o ventilador interno não está funcionado ou ainda que o reostato que ajusta a velocidade do ventilador está com defeito.

Quando estiver perto do destino, desligue o ar-condicionado e acione a ventilação na velocidade máxima por, pelo menos, três minutos

Ruído, geralmente vindo do compressor, significa que o componente está desgastado e que deve ser trocado. Quando isso ocorre, é importante que se faça a limpeza dos dutos por onde o gás e o óleo circulam porque o compressor com defeito pode admitir ar externo e gerar contaminação na tubulação.

Instalação independente

Para quem decidiu instalar o kit de ar-condicionado em lojas independentes, o gerente da Delphi dá uma importante dica: solicite ao vendedor um kit homologado pelo fabricante do seu veículo. "Caso contrário, o consumidor corre o risco de pagar por um equipamento de baixa eficiência". Oliveira reconhece a qualidade de muitas oficinas independentes, mas lembra também que comprar um veículo com ar-condicionado instalado pela montadora, ou pela concessionária, beneficia o consumidor com um equipamento feito especificamente para o veículo escolheu e com a garantia válida em todo o país.

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2012/10/ar-condicionado-saiba-tudo-para-fugir-do-calor-sem-ter-problemas.html

O óleo do câmbio não é como o do motor, que se troca em intervalos relativamente estreitos. Mas isso não quer dizer que ele não tenha de ser trocado. Tudo vai depender do tipo de transmisão do seu carro. Mas não se preocupe: a resposta certa está no material preparado pela própria montadora: “O ideal é consultar o manual do proprietário. Alguns modelos têm óleo ‘long live’, que não precisa ser substituído, salvo em caso de manutenção do câmbio, enquanto outros necessitam de troca”, diz Ricardo Dilser, consultor técnico da Fiat.

No caso da transmissão automática, a troca não apenas pode ser necessária como tem outro aspecto. “Se você roda no trânsito pesado, pode ser necessário até antecipar a troca”, afirma Lothar Werninghaus, da Audi.

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2017/02/e-recomendavel-trocar-o-oleo-do-cambio.html

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