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A chiadeira começou logo depois que você acabou de trocar as pastilhas e os discos de freios do seu carro. Mas por que isso acontece?


“Ruídos ocasionados pelo conjunto de freio dificilmente estão relacionados com os discos. Na maioria dos carros (95%) o problema é com a qualidade das pastilhas”, diz o engenheiro Rubens Venosa, da oficina Motor Max, em São Paulo.

As pastilhas mais baratas contém pó de ferro em sua composição para dissipar calor. O pó se solta e leva embora com ele a alta temperatura, mas também emite um ruído. Já existem pastilhas melhores e mais caras que vêm com uma placa anti-ruído, embora o som desagradável não interfira na eficiência da frenagem.

O consultor lembra que pode haver casos mais específicos, e raríssimos, onde o problema é o de uma pinça engripada, que faz com que o veículo ande “semi-travado”. Também pode haver aquecimento das peças, gerando o indesejável barulho metálico.

A dica ao trocar pastilhas e discos é sempre limpar e lubrificar os pinos das pinças para evitar travamentos. Mas nem sempre o diagnóstico é simples: "Devido ao tamanho da pastilha, e ao formato da pinça de freio, o produto de um fabricante pode ficar bem em um carro, mas em outro não. O que não pode haver é oscilação na peça", afirma o engenheiro.

“Em média, troca-se as pastilhas com 20 a 25 mil km rodados, e os discos na segunda troca de pastilhas. O prazo pode cair para 15 mil quilômetros se o carro for apenas de uso urbano”, conclui o consultor de Autoesporte.

Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Oficina/noticia/2017/09/oficina-pastilhas-e-discos-de-freio-sao-novos-e-estao-com-ruido-o-que-fazer.html

Escolher o tipo ideal de película para o seu carro pode não ser uma tarefa tão simples. Isso porque no mercado existem diversos tipos, marcas, espessuras e finalidades. Algumas, inclusive, nem são permitidas por lei. Conversamos com o Detran-SP, com o engenheiro de aplicação de películas para vidro da 3M, Felipe Yenikomochian, e com o proprietário da oficina Hirota Produce, Nelson Hirota, para resumir as principais informações sobre películas de proteção automotiva.


1 Quais as películas mais procuradas?

No mercado, as mais comuns são as de escurecimento e antivandalismo. A primeira tem a função de dar mais privacidade aos ocupantes e reter o calor. Já a segunda tem a finalidade de proteger o motorista e passageiros, evitando que o vidro estoure com “facilidade” caso seja atingido. Porém, ela está longe de fazer a função da blindagem. Para ambas, existem diversas espessuras e colorações.

2 Qual a espessura mais recomendada?

Não há uma recomendação exata, pois o cliente deve ser aconselhado pelo profissional de acordo com suas necessidades e o modelo do carro. No entanto, a aplicação mais comum é da chamada PS4 (com espessura de 0,1 mm). As opções ultrapassam a classificação PS10 (com cerca de 0,25 mm de espessura).

3 Quais as principais cores disponíveis no mercado?

As mais comuns são as películas G20, G5 E G35. A primeira é considerada “padrão”, a segunda tem cor similar à de um saco de lixo, enquanto a terceira é bem clara. Existem também películas espelhadas, metalizadas e coloridas.

4 O que a lei diz?

Segundo o Contran, o limite mínimo de transparência dos vidros deve ser de 75% no para-brisa incolor, 70% no para-brisa colorido (temperado/degradê) e nos vidros das janelas das portas da frente e 28% nos demais vidros (janelas laterais traseiras e vidro traseiro). Portanto, a película na cor G5 é proibida por lei. Ainda segundo o órgão, “o motorista que utilizar película com índice inadequado poderá ser autuado e receber cinco pontos na habilitação, pois essa é considerada uma infração grave. Além disso, terá de pagar multa no valor de R$ 195,23 e o veículo será retido para regularização”.

5 Quais os valores?

Variam de acordo com o tamanho do veículo e espessura. Em relação às películas antivandalismo para carros pequenos, como um Chevrolet Onix ou Hyundai HB20, o valor inicial é de R$ 690. Já para carros maiores, como um Honda CR-V, sai na faixa de R$ 900 a R$ 990. O preço inicial das películas de escurecimento é de cerca de R$ 200. Existem películas que fazem a função antivandalismo e escurecimento ao mesmo tempo.

6 Como funciona a aplicação?

Quanto mais grossa, mais difícil de instalar a película. Por isso, normalmente é possível colocá-las sem a necessidade de retirar o vidro até a espessura PS8 (de 0,2 mm). No entanto, alguns profissionais preferem sempre retirar o vidro para aplicá-las por dentro, independentemente da sua grossura.

7 Qual a durabilidade?

Apesar de normalmente terem de 10 a 15 anos de garantia para descolamento ou desbotamento, elas costumam ser resistentes e durar vários anos.

Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2017/10/7-duvidas-sobre-peliculas-para-os-vidros-dos-carros.html

Você comprou um Chevrolet Onix, por exemplo, e gostaria que ele tivesse freio a disco nas quatro rodas. A maioria dos carros possui o sistema apenas nas rodas dianteiras, já que elas são responsáveis por 70% da força de frenagem de um carro. Será que é possível comprar um kit, com discos e pinças e fazer a instalação? Conversamos com dois especialistas para descobrir.


A resposta é sim. É possível trocar os tambores pelos discos, mas não vale a pena: as vantagens são pequenas e os custos são enormes. “Dá para fazer. O custo é proibitivo (risos)”, afirma Francisco Satkunas, engenheiro mecânico e conselheiro da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE).

Comparado ao tambor, o disco é mais eficiente e tem melhor ventilação, ou seja: esquenta menos e por isso funciona melhor, mesmo com mais horas de uso. Mas o tambor dá conta do recado e cumpre muito bem sua função. “Freio a disco nas quatro rodas tem um apelo mercadológico que se assemelha a carros de alta performance. As montadoras viram que para um determinado tipo de cliente era um motivador de compra”, afirma Satkunas.

Mas não acredite que a mudança irá te salvar. "Um carro 1.0 que já passou de 150 km/h, não para nem com tambor, nem com disco numa situação de emergência”, afirma Valter Nishimoto, engenheiro mecânico. De acordo com o especialista, a troca só é indicada em carros preparados para competições e provas de arrancada, por exemplo.

Se mesmo assim você quiser fazer a substituição, saiba que será necessário mudar a tubulação de freio e o sistema de freio de estacionamento, além de comprar pinças e discos. O carro também terá que passar por uma nova calibração e balanceamento. “Eu jamais compraria um carro que alguém se aventurou em colocar discos. Sem contar que você perde a garantia da montadora”, afirma Satkunas.

A calibração é essencial, pois o sistema de freios original é projetado para suportar a distribuição de peso do veículo durante seu uso. Ao modificar as linhas, um novo estudo de transferência de carga é necessário.

Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2017/11/oficina-meu-carro-tem-freio-tambor-na-traseira-posso-substituir-por-discos.html

O sobe e desce no preço dos combustíveis nos postos já é rotina para os motoristas de todo o país. O que passa despercebido na maioria da vezes é o quarto - e misterioso - dígito do preço.
O sistema de cálculo do preço do combustível é uma incógnita. Afinal, por que gasolina, etanol, diesel e gás são cobrados com três dígitos após a vírgula, se nossa moeda só tem duas casas? Isso faz com que os combustíveis sejam os únicos produtos a seguir essa regra em todo o território nacional.

A prática é legal, pois a regulamentação para a terceira casa depois da vírgula está presente em uma portaria da ANP (Agência Nacional do Petróleo) criada ainda sob a vigência do Plano Real, em 1994. A portaria ainda prevê que o valor final não pode ser pago da mesma forma. Nesse caso, então, anula-se a última casa. Por exemplo: se o total na bomba somar R$ 120,187, o consumidor irá pagar R$ 120,18. Se o total fosse registrado com duas unidades após a vírgula, o valor seria arredondado para R$ 120,20.

Em nota, a ANP afirma que a principal razão para o sistema de cobrança está no ato de compra dos combustíveis pelos postos revendedores. Quando um revendedor faz a compra, as unidades de medida são diferentes, e manter as três casas decimais evita que os postos obtenham lucro em cima disso: “Quando o revendedor adquire os combustíveis, a negociação é feita em metros cúbicos (m³), enquanto a venda ao consumidor é feita em litros (l). Para evitar que os revendedores arredondem para cima o preço por litro, ficou estabelecida a obrigatoriedade da apresentação das três casas decimais”.

Se um posto de abastecimento cobra, por exemplo, R$ 3,599 pelo litro de combustível e tem movimento de 4 mil clientes por mês, que consomem em média 10 litros por dia, o posto fatura R$ 4.318,800. Se nas mesmas condições ele passar a cobrar apenas com duas casas, ou seja, R$ 3,59, ele deixaria de ganhar R$ 10 mil em um mês, faturando R$ 4.308.000.

De acordo com o levantamento de preços feito pela ANP, na cidade de São Paulo, os postos de combustíveis podem ter uma margem de lucro de até R$ 0,40 por litro de gasolina comum. Já para o etanol, o lucro é de R$ 0,27 por litro. O campeão é o estado do Acre, onde os postos chegam a lucrar até R$ 0,74 por litro da gasolina. Em segundo lugar vem a Bahia, com R$ 0,67. Já para o etanol, os postos no estado do Ceará têm a margem mais alta: podem lucrar em média R$ 0,54 por litro.

Para a ANP, manter a exigência das três casas decimais mesmo após a revogação dessa portaria, em 2013, foi uma decisão tomada a partir de pesquisas do próprio órgão que constataram que essa regra beneficiaria o consumidor.

Composição do preço dos combustíveis
Outra razão para o sistema está na complexidade em calcular o preço final devido aos muitos fatores que compõem o valor do combustível. Entre eles, os custos de produção, distribuição, revenda e impostos. Expressar o valor exato desses custos seria muito mais complicado com apenas duas casas decimais. Portanto, as três casas após a vírgula flexibilizam a possibilidade de expressar o valor mais próximo possível do valor final pago pelo consumidor.

José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sindicato do comércio varejista de derivados de petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), conta que os combustíveis podem ser vendidos pelos distribuidores com até cinco casas decimais, e isso varia muito entre as companhias: “Um quarto dígito menor não passa de propaganda, e não é prejuízo para o consumidor, pois nove milésimos de centavo não é nada para ninguém, mas para um posto que vende cerca de 30 mil litros por mês, isso faz toda a diferença”, afirma.

Para ele, os postos não chegam a lucrar com esse sistema, pois podem comprar o combustível com quatro ou cinco casas decimais. Portanto, duas casas no valor final não recuperam o gasto.

Pesa no bolso?

Assim como o famoso cafezinho diário, o consumidor não se dá conta dos gastos totais que a casa decimal adicional causa no bolso. De fato, o impacto em um abastecimento não é muito grande, mas ao longo de um ano, por exemplo, o consumidor que colocar 20 litros no tanque por dia durante 30 dias do mês, com o preço do litro da gasolina a R$ 3,599, gastará um total de R$ 2.159,40.

Na mesma situação, se o combustível fosse comercializado com apenas duas casas, ou seja, por R$ 3,59, o motorista teria a despesa total de R$ 2.154,00 ao final do mês. Ou seja, R$ 5,40 mais barato. Em um ano então, ele estaria economizando cerca de R$ 65.

De acordo com o Procon SP, os direitos do consumidor não são afetados nesse caso, e não há histórico de reclamações do público sobre o assunto, afinal, a imposição está descrita em lei. Por isso, como órgão regulador dos direitos do consumidor, cabe ao Procon fiscalizar as obrigações que a ANP determina em sua portaria, assim como em todas as demais leis federais. Ou seja, investigar se os preços estão visíveis ao consumidor, se o valor cobrado é semelhante ao valor anunciado, se não há fraudes na bomba etc.

A competitividade entre os postos de abastecimento também explica a norma. Um terceiro dígito menor atrai mais consumidores e isso representa um lucro maior ao estabelecimento. No entanto, o Procon reforça que, mesmo cobrando valores acima da média, o posto pode não obter retorno, pois quanto mais barato, mais as pessoas passam a desconfiar da qualidade do produto.

Essa mesma teoria é confirmada por Gouveia. Ele afirma que cada posto tem a opção de colocar o preços que acha justo nos combustíveis, pois o mercado (procura e demanda) é o embasa esses valores. Entretanto, deve existir certo equilíbrio pois cabe ao consumidor escolher onde abastecer, e ele não irá optar por um litro muito caro e também não muito barato por desconfiança. Gouveia fiz ainda que a cobrança final feita em duas casas após a vírgula não é prejudicial ao consumidor.

Em agosto do ano passado, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo havia aprovado o projeto de lei que extinguia o terceiro dígito nos preços da gasolina, etanol e diesel. Se aprovado pelo então governador do Estado, Geraldo Alckmin, a lei vigoraria em todo o estado, mas o projeto foi vetado e a lei permanece a mesma.

O Procon SP ainda afirma que a única alternativa ao motorista é pesquisar a fazer comparações de preços: “Se o consumidor quer economizar, ele deve fazer pesquisa, e também ver quanto seu carro está consumindo. A economia pode não estar no preço da gasolina, mas pode vir através de vários fatores.”

Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2018/04/entenda-por-que-o-preco-do-combustivel-tem-ate-quatro-digitos.html

Você sabe o que é gasolina formulada? Se sim, provavelmente escutou algum vizinho ou amigo falar dos riscos desse combustível, também chamado de gasolina genérica ou criada em laboratório. Entre os receios mais comuns (basta dar uma busca na internet) estão os possíveis danos ao motor e o baixo rendimento. Mas será que é tudo verdade?

Para acabar com as dúvidas, Autoesporte começou a recolher amostras em postos de combustível, além de conversar com especialistas, químicos, engenheiros mecânicos e órgãos de defesa do consumidor desde 2016. E traz as respostas para você entender um pouco melhor o que o motor do seu carro está queimando, e como o governo trata do assunto.

O QUE É GASOLINA FORMULADA
O assunto ganhou mais força de 2011 a 2012. Foi nessa época que começaram a surgir notícias da gasolina diferente (e mais barata!), criada da mistura de produtos químicos. Em alguns estados e municípios foram criados regulamentos específicos para obrigar os postos a informar a origem dos combustíveis.

De acordo com a lei nº 4.750, aprovada em 2015, no Mato Grosso do Sul, existe uma diferença entre as gasolinas refinadas e formuladas. Como justificativa, o texto afirma que a primeira “passou pelo processo de refinação, em que as substâncias nocivas, contidas no petróleo cru, são completamente eliminadas”. Já a formulada é “composta de resíduos de destilação petroquímicos, aos quais são adicionados solventes, com qualidade inferior ao da gasolina refinada”.

Só há um detalhe: segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal responsável pela regulamentação de combustíveis no Brasil, toda gasolina vendida no país passa pelo processo de formulação. Em nota, a agência explica — ainda que pareça outro idioma — que, “para a mistura de correntes de hidrocarbonetos chegar ao padrão da ANP, é necessário ‘formular’ o produto”.

Para Rafael Rodrigues Hatanaka, gerente técnico do Centro de Monitoramento e Pesquisa da Qualidade de Combustíveis, Biocombustíveis, Petróleo e Derivados (Cempeqc), laboratório sediado no Instituto de Química da Unesp, o posicionamento da agência está correto. “Como toda gasolina vendida no Brasil deve atender a requisitos técnicos estipulados pela ANP, essa combinação também pode ser feita nas centrais de matérias-primas petroquímicas e nos formuladores”, explica.

“Vi muito posto colocando ‘aqui só vende gasolina refinada’. Todas as gasolinas são refinadas porque vieram de alguma refinaria. Não tem como fazer o combustível sem misturar partes leves, médias e pesadas. Todas são refinadas e formuladas, na refinaria ou na petroquímica [formuladoras]”, afirma Carlos Itsuo Yamamoto, coordenador e pesquisador do Laboratório de Análises de Combustíveis Automotivos da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O QUE MUDA EM RELAÇÃO À GASOLINA REFINADA?
Com base na resolução Nº 5 da ANP, a Petrobras afirma que a principal diferença é a maneira de obter a matéria-prima. Isso porque refinarias misturam as tais correntes de hidrocarbonetos de produção própria (criadas por processos de hidrodessulfurização, craqueamento catalítico e destilação do petróleo), enquanto as formuladoras adquirem esses produtos no mercado.

“Nenhuma gasolina é só como a refinaria produz. Ela sempre recebe algum aditivo para se tornar mais eficiente. Ela não sai da refinaria, vai à distribuidora e vai ao posto. Isso não existe. No fim das contas, se a gasolina atende às normas, não importa como ela foi produzida ou de onde veio. Ela é correta”, explica Carlos Orlando Enrique da Silva, superintendente de biocombustíveis e de qualidade de produtos da ANP.

TESTES DAS MONTADORES
“O veículo é desenvolvido com gasolina comercial e etanol. Os testes são feitos para garantir durabilidade, dirigibilidade, rendimento do motor, cumprimento das normas de emissões e consumo. Se muda o combustível — e, nesse caso, não se sabe quanto mudou e se mudou —, pode alterar os parâmetros de desenvolvimento. Isso pode significar partidas mais difíceis, dirigibilidade comprometida, ou até uma durabilidade menor do motor”, diz Henrique Pereira, membro da Comissão Técnica de Motores Ciclo Otto, da SAE Brasil.

O QUE DIZEM OS ÓRGÃOS DE DEFESA DO CONSUMIDOR
Alguns órgãos de defesa do consumidor preferem não se posicionar em relação ao assunto, já que há estados e municípios que não obrigam os postos a informar a origem dos combustíveis. “Segundo a ANP, instância federal que se sobrepõem à nossa, toda gasolina é formulada e não há diferença de qualidade. Em São Paulo, não temos essa exigência e só podemos exigir e fiscalizar o que consta em lei”, explica o Procon-SP.

Já a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) acredita que os postos devem diferenciar gasolinas produzidas em refinarias e formuladoras. “O Código de Defesa do Consumidor trata do direito à informação. A escolha é do cliente. Ele tem de ser informado, por algum tipo de publicidade, na bomba ou no posto, em lugar que seja visível antes de abastecer”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da associação.

“Quando o consumidor vai à bomba, ele tem de saber qual é uma e qual é outra. Por exemplo, se você tem uma ‘gasolina refinada’ e uma ‘gasolina formulada’, é preciso explicar, porque o consumidor não sabe a diferença. O que também vale para comum e aditivada. Tem de ter direito à informação para que o cliente faça a melhor escolha. No meu entendimento, a lei é clara. É o Código de Defesa do Consumidor”, diz Dolci.

O QUE DIZ A ANP EM RELAÇÃO À IDETIFICAÇÃO NA BOMBA?
“Para nós, o importante é que esteja de acordo com as especificações. Não tem motivo para diferenciar. Senão, teria de explicar quando é importada. Teria gasolina de formulador, de refinaria, dos EUA, do Oriente. Em relação à gasolina importada, essa sim temos de ficar de olho, pois é um produto que vem de fora e em grande quantidade. Foram 31 bilhões de litros consumidos em 2017, o que colocou o Brasil como sétimo maior consumidor do mundo. Desse total, 12,5% era importado”, afirma Carlos Orlando Enrique da Silva.

PERIGOS
Para Rubens Venosa, engenheiro mecânico da Motor Max e consultor técnico de Autoesporte, o problema da gasolina formulada é a presença de substâncias nocivas ao motor. “Esse combustível pode ter solventes leves que deterioram partes de borracha e plástico, como mangueiras. A curto prazo, não muda muito. Mas as peças plásticas e de borracha sofrem mudanças moleculares em função da solvência desse tipo de gasolina”, garante.

Por outro lado, especialistas ligados às distribuidoras garantem que os solventes das gasolinas formuladas são os mesmos do combustível de refinaria. “O que pode acontecer é adulteração. Se colocam mais solventes, a gasolina se torna mais nociva, principalmente para a bomba de combustível”, analisa um engenheiro que preferiu não se identificar.

De acordo com o professor Carlos Itsuo Yamamoto, a regulamentação da atividade de formulação foi justamente uma tentativa de controlar a adulteração de combustíveis. “Existiu em um período no qual havia adulteração com solventes, que essencialmente vêm das petroquímicas. Então, para também ajudar a diminuir esse problema, autorizaram essas empresas a fazer combustível, desde que atendessem aos parâmetros de qualidade da resolução da gasolina”.

“Qualquer gasolina adulterada e fora das especificações da ANP pode provocar falhas de funcionamento do motor, independentemente de sua origem. Os mais conhecidos são detonação, aumento de consumo, falhas de funcionamento, engasgos e dificuldade de partida a frio, normalmente associados à adulteração”, explica Rogério Gonçalves, diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

QUAIS SÃO AS VANTAGENS?
“Gasolina formulada é uma mistura química com características iguais à refinada. É feita de outra forma, mas tem de atender às especificações. Ela não é exclusividade do Brasil e é vendida em vários outros mercados. Tem uma série de mitos, de que polui mais ou de que é menos eficiente. Mas se estiver dentro das especificações, não acontece nada disso”, garante Henrique Pereira, engenheiro da comissão técnica de motores Ciclo Otto, da SAE Brasil.

“Essa gasolina tem custo de fabricação mais baixo, pois os formuladores aproveitam resíduos de fábricas. Custa caro jogar fora esses resíduos, pois eles não podem ser descartados em qualquer lugar. Para a indústria química é uma beleza, pois ela pode vender aquilo que custa caro para 'queimar'”, discorda o engenheiro mecânico Rubens Venosa.

Já Carlos Orlando Enrique da Silva, da ANP, afirma que não existe diferenças em relação à gasolina refinada — tanto para o cliente como para o produtor. “Se tivesse alguma vantagem, o Brasil estaria inundado de gasolina formulada. Só no ano passado, a produção foi de 0,3% de tudo que foi comercializado no país. Se fosse algo extraordinário para a indústria, teríamos uma formuladora a cada esquina”, afirma.

Foto: Auto Esporte
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2018/04/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-gasolina-formulada.html

Desde a introdução da injeção eletrônica nos carros nacionais, na década de 1990, a quantidade de componentes eletrônicos não para de crescer. E, ao mesmo tempo, eles ficam mais sofisticados e precisos. Isso significa que a tolerância entre valores máximos e mínimos está menor.
Nos automóveis modernos, a eletrônica está presente em quase todos os sistemas: motor, transmissão, freios, suspensão, carroceria e entretenimento. São módulos, sensores e atuadores interligados em grandes redes de comunicação que, juntas, controlam e gerenciam todo o veículo.

Como necessitam de eletricidade e a bateria é o principal fornecedor de energia do carro, este componente passou a ter papel fundamental no funcionamento do veículo. Porém, as baterias modernas são seladas e não requerem manutenção. Assim, é preciso ficar atento para os sinais de que ela está chegando perto do fim da sua vida útil, como dificuldade na partida e também um desempenho diferente no funcionamento dos componentes elétricos e acessórios, principalmente quando há necessidade de uso de muitos deles ao mesmo tempo (por exemplo: à noite, sob chuva, ar-condicionado, faróis e limpadores ligados etc.).

Um componente vital para a bateria é o alternador, que não só fornece energia para o veículo, mas mantém a bateria sempre carregada. O alternador nada mais é do que um gerador que aproveita o movimento circular do motor e o transforma em energia elétrica. Na maioria dos casos em que ocorre algum problema no alternador, a luz de anomalia no quadro de instrumentos se acende.

Tanto o alternador quanto a bateria podem ser testados preventivamente com uso de equipamentos específicos para essa finalidade. Constatando-se a necessidade de manutenção do alternador ou substituição da bateria, isso deve ser feito com urgência.

ECU

Atualmente, todos os carros possuem unidades de centrais eletrônicas (ECU – Eletronic Central Unit), que podem variar em quantidade dependendo do tipo de tecnologia e do número de acessórios presentes em cada modelo. Todo sistema possui uma gestão de anomalias, que são indicadas pela lâmpada MIL (Malfunction Indication Lamp – lâmpada indicadora de mau funcionamento), que acende no quadro de instrumentos para que o condutor saiba que algo está errado e o veículo necessita revisão ou reparo. É possível identificar o problema por meio da leitura dos erros que foram gravados pela central eletrônica correspondente ao sistema avariado. Essa é uma prática necessária para que o reparador tenha uma orientação para a análise mais aprofundada do problema. Para acessar esses dados, deve-se utilizar equipamento de diagnóstico com o programa para o tipo de veículo e sistema. Estes equipamentos podem ser específicos da marca do veículo ou multimarcas. Os multimarcas são os mais usados pelas oficinas, por oferecerem mais opções de atendimento a veículos.

Flex caseiro?
Tecnicamente, é possível transformar um carro a gasolina em um flex. Um motor desenvolvido para trabalhar com gasolina e etanol tem características construtivas específicas. Além disso, todos os componentes do sistema de gerenciamento eletrônico e de alimentação precisam ser substituídos. Por fim, há a necessidade de instalar todo o sistema de partida a frio. Será que compensa?

Bateria
A tensão ideal enquanto está carregando é de 14 V. Se o valor for maior, pode ser defeito no regulador de tensão, que serve para evitar sobrecarregamento do componente.

Alternador
Na maioria das vezes, quando o alternador para de carregar a bateria, o defeito é desgaste das escovas. A peça é barata, mas o serviço é complexo, pois nem sempre o componente está localizado em local de fácil acesso.

Sensores

O teste da maioria dos sensores pode ser feito com auxílio de um multímetro. Alguns sites, como o da fabricante MTE-THOMSON, contam com extensa biblioteca sobre o funcionamento desses componentes.

Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2018/05/como-cuidar-da-eletronica-do-seu-carro.html

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