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O Ford Mustang, o EcoSport e a Ranger foram apontados como melhor negócio das respectivas categorias no comparativo “Qual Comprar 2018” da revista Auto Esporte. A pesquisa é uma das mais abrangentes do mercado e incluiu 184 veículos de 13 categorias, que foram avaliados com base em itens como preço, seguro, motor, câmbio, porta-malas, garantia, desvalorização, peças e revisões.


“Mais que uma satisfação, vencer o comparativo Qual Comprar 2018 em três importantes categorias é um reconhecimento ao trabalho contínuo feito em todas as áreas da Ford, desde a engenharia até o pós-venda, para atender e superar as expectativas dos consumidores”, diz Mauricio Greco, diretor de Marketing da Ford.

Destaques

Vendido no Brasil exclusivamente na versão GT Premium, o Mustang foi o vencedor na categoria Melhor Cupê e Conversível. A publicação destaca, entre outros itens do esportivo de sexta geração, o quadro em tela totalmente digital de 12 polegadas e o desempenho forte e elástico do motor 5.0 V8 Coyote de 466 cv, gerenciado pelo câmbio automático de dez marchas. O ronco envolvente dos quatro escapes e o visual arrebatador foram outros pontos que deram a vitória ao “muscle car” da Ford diante dos 15 concorrentes na categoria.
No segmento mais efervescente do mercado, de SUVs, o EcoSport levou a melhor com a recente renovação da linha. A evolução incluiu a sofisticação da cabine, com peças suaves ao toque e central multimídia com tela flutuante. O “upgrade” mecânico também foi decisivo na sua escolha entre os 19 competidores, com o inédito motor 1.5 Flex Dragon de três cilindros e 137 cv, ou 2.0 Flex de injeção direta e 176 cv, e o novo câmbio automático de seis marchas. A versão FreeStyle 1.5 automática foi a sugerida com o seguinte comentário: “Desvaloriza pouco, tem seguro acessível, peças e revisões honestas”.
A Ranger foi apontada como Melhor Picape pelo conteúdo que oferece entre os 12 modelos avaliados, além de ser a única com cinco anos de garantia. Entre outros recursos avançados, são destacados os sete airbags, o assistente de permanência em faixa, a direção elétrica, os controles de estabilidade e tração, o controle adaptativo de carga e os assistentes de descida, de partida em rampas e frenagem de emergência.
A Ranger venceu também pela variedade de opções, composta por mais de dez versões e três motores: 2.5 Flex de 173 cv, 2.2 turbodiesel de 160 cv e 3.2 turbodiesel de 200 cv. A versão 3.2 XLT 4x4 automática sobressaiu pelo conteúdo, desempenho e economia, tanto no consumo como nos preços de peças, revisão e seguro.

Você sabia que a diferença do seguro do seu carro pode variar até 50% de uma seguradora para outra? O dado foi levantado por uma pesquisa da Proteste realizada a pedido de Autoesporte, que apontou a variação do preço do seguro para os 10 modelos mais vendidos do Brasil, entre cinco grandes seguradoras do mercado. De acordo com a pesquisa, as maiores variações de preço foram encontradas para os modelos Fiat Palio Fire (49%),  Ford New Fiesta (41,9%) e Fiat Siena ( 38,5%). Lembrando que todas as cotações foram realizadas para o mesmo perfil de motorista: homem casado, 35 anos, morador da zona sul de São Paulo, com 5 anos de CNH e sem classe de bônus.Para Hessia Costilla, economista da Proteste, essa diferença deixa claro qual deve ser o primeiro mandamento para quem quer encontrar a apólice mais em conta: pesquisa de preço. Segundo a especialista, isso acontece porque cada seguradora determina sua tabela de acordo com as experiências acumuladas com determinado perfil de cobertura e tipos de condutor e de veículo. Se você quer saber como é possível reduzir o valor da apólice confira algumas dicas.

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2014/09/10-dicas-para-pagar-menos-no-seguro-do-seu-carro.html

Se você tem um carro com botão start/stop, aquele comando para dar partida no motor, já deve ter se perguntado: o que aconteceria se alguém apertasse o sistema com o veículo em alta velocidade ou virasse a chave da ignição? Foi exatamente essa pergunta que Autoesporte fez a dois consultores. Veja a resposta:

Primeiro (lógico!), o motor para. Com isso, o pedal do freio fica muito duro e o esforço para parar o veículo aumenta consideravelmente. O servo freio para de funcionar. “A direção assistida, seja elétrica ou hidráulica, para de funcionar e fica muito mais difícil esterçar. Mas o mais perigoso é a trava de direção, que pode imobilizar o volante”, afirmou Francisco Satkunas, engenheiro mecânico e conselheiro da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade). É aí que surge o problema. Se isso acontecer, o motorista perde o controle direcional do veículo e o risco de um acidente é certo.

Em carros com sistema start/stop, o perigo é exatamente o mesmo. O volante também pode travar em uma única direção, o que faria o motorista perder o controle do carro. A única diferença é que não bastará apertar o botão da ignição. "Para desligar o veículo com start/stop, é necessário segurar o comando por mais de três segundos para que o motor desligue", diz Nilton Monteiro, diretor adjunto da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva).

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2017/10/o-que-acontece-se-eu-desligar-o-carro-em-movimento.html

O consumo de combustível sempre foi uma das principais preocupações dos motoristas em relação aos seus carros, ainda mais em tempos bicudos - esta é, invariavelmente, uma das informações mais requisitadas pelos nossos leitores sobre as novidades que chegam ao mercado. Mas, além das características próprias de cada marca/modelo/versão, existem outros fatores que entram nessa conta do consumo de combustível. Quem nunca ficou de queixo caído ao saber que um parente, amigo ou conhecido, dono de um modelo igualzinho ao seu, consegue uma média de consumo bem melhor ou pior que a sua?

Para entender essa questão, procuramos o engenheiro Francisco Satkunas, conselheiro da SAE BRASIL - Sociedade de Engenheiros da Mobilidade, que listou os principais fatores que influem no consumo de combustível de um veículo.

Calibragem errada dos pneus

Eles são o único ponto de contato do veículo com o solo. Os pneus, portanto, tem um papel crucial em qualquer questão de consumo de combustível - mais especificamente, devido à sua resistência ao rolamento. E é exatamente por isso que os chamados “pneus verdes” estão se popularizando cada vez, uma vez que eles ajudam a reduzir o consumo de combustível por terem uma baixa resistência ao rolamento.

No dia a dia, o motorista deve ficar atento à calibragem dos pneus com a pressão recomendada pelo fabricante, que deve ser feita pelo menos a cada 15 dias - ou semanalmente, se você roda por vias em mau estado de conservação, cheias de buracos e irregularidades. “Pneus com pressão 10% abaixo do recomendado pelo fabricante podem, dependendo de características do veículo, em um aumento no consumo de combustível entre 6% e 10%, pois aumenta a sua resistência ao rolamento”, alerta Satkunas.Carro cheio

Se você vai viajar com o carro cheio de passageiros e de bagagem, é essencial calibrar os pneus para esta situação. Todos os modelos possuem uma pressão recomendada para quando o veículo está carregado - informação que consta no manual do proprietário e, na maioria dos modelos, em uma etiqueta localizada na porta do motorista, coluna central ou na portinhola de abastecimento. A calibragem correta, além de economizar combustível, também contribui para prolongar a vida útil dos próprios pneus.

Rodas desalinhadas

Além disso, o desalinhamento das rodas também provoca maior resistência ao rolamento dos pneus - e, por consequência, aumento no consumo de combustível. Por isso, o alinhamento deve ser feito a cada 10 mil quilômetros - ou sempre que você pegar algum buraco de forma mais brusca. Fique atento, também, a esses sintomas: pneu “cantando” em curvas de baixa velocidade e desgaste excessivo nos ombros do composto são os sinais mais claros de que as rodas precisam ser alinhadas.Filtros de ar

Além dos pneus, alguns itens de manutenção tem relação direta com o consumo e estão entre os primeiros suspeitos quando o consumo de combustível de um carro aumenta com a mesma rotina (mesmo motorista, percurso e horários). O primeiro item é o filtro de ar, que pode estar sujo e precisa ser substituído. “Nessa situação, o fluxo de ar fica reduzido e a central eletrônica faz a compensação injetando mais combustível”, explica Satkunas. “O aumento no consumo pode chegar a até 8%.”

Por isso, siga a quilometragem indicada pelo fabricante para a substituição do filtro de ar. Se a utilização for em condições severas - como uso diário em estradas de terra ou em congestionamentos com grande concentração de poluição - essa quilometragem deve ser reduzida pela metade (Satkunas explica que a fuligem da poluição tem efeito similar ao das partículas de terra). Em situações muito extremas, é recomendável levar o carro até uma concessionária ou mecânico de confiança para checagem do filtro.

Velas sujas e defeitos nas bobinas

Outros problemas que afetam diretamente o consumo de combustível são velas sujas, defeitos nos cabos de vela ou nas bobinas. Esses problemas podem ser identificados com relativa facilidade, pois provocam redução de potência e falhas na aceleração.

Ar-condicionado

Os departamentos de engenharia das marcas trabalham exaustivamente em cima da aerodinâmica dos seus modelos, sempre em busca de pequenos detalhes no design da carroceria que permitam ao veículo cortar o ar de forma mais eficiente. Já no dia a dia, a principal influência do motorista nesse ponto é a abertura das janelas - de onde nasce a dúvida: é mais econômico rodar com o ar-condicionado ligado ou com com as janelas abertas? A recomendação de Satkunas é de sempre fechar as janelas e usar o ar-condicionado ao rodar acima de 40 km/h. “A partir dessa velocidade, o consumo começa a aumentar em torno de 2% a 3%, acima do que se perde com o ar ligado”.

No entanto, Satkunas faz algumas ressalvas. “No meio da cidade, mesmo rodando devagar, muitas vezes não é seguro abrir as janelas”, diz. “Por outro lado, muitas vezes a temperatura ambiente já caiu, mas o motorista esquece de desligar o ar-condicionado”. Então, fique atento e desligue o sistema de climatização sempre que possível. Vale lembrar que alterar a temperatura ou diminuir a velocidade da ventilação não alteram o consumo, uma vez que o compressor continua funcionando da mesma maneira.

Por fim, é possível economizar um pouco de combustível desligando o ar-condicionado um pouco antes de se chegar ao destino. Isso também pode ajudar a sua saúde, já que a prática seca os dutos e o filtro da cabine, reduzindo a ocorrência de fungos no sistema - o que causa aquele mau-cheiro característico.Excesso de peso

Não é por acaso que todas as fabricantes de veículos trabalham intensamente para reduzir o peso dos seus carros. Em todos os grandes mercados mundiais, as empresas precisam atender à metas de redução de consumo de combustível que estão cada vez mais rígidas. “Quanto maior a massa a ser deslocada, maior o consumo de combustível”, resume Satkunas. Mas o motorista também precisa fazer a sua parte: não utilize o porta-malas do veículo como um guarda-volumes, transportando itens desnecessários.

Além disso, Satkunas também dá uma dica para motoristas que rodam pouco diariamente e enchem o tanque a cada duas semanas ou mesmo em um mês. “Ao encher o tanque e demorar tanto para consumir o combustível, do ponto de vista da engenharia, o motorista está carregando um peso morto durante a maior parte dessa quilometragem”, explica. Nesse caso, ao invés de encher o tanque, o motorista pode abastecer meio tanque ao invés de completar, aumentando o número de visitas ao posto.Combustível adulterado

A adulteração de combustível é um grave problema no Brasil e que pode provocar graves danos no motor - ou, na hipótese menos grave, aumentar o consumo de combustível do veículo. Dependendo do tipo de adulteração, o motorista pode nem sentir mudanças na tocada do carro e só vai perceber algum problema ao checar a média de consumo no computador de bordo ou quando encostar novamente na bomba de combustível.

“Os sistemas de injeção eletrônica conseguem se adequar às condições do combustível que está sendo utilizado. Na época do carburador, qualquer adulteração tinha um efeito quase que imediato”, explica o conselheiro da SAE.Pé pesado

A atuação do motorista na condução do veículo é outro fator que tem uma grande influência no consumo. É por isso que muitas vezes, com um mesmo carro (ou seja, sem estar sujeito a diferenças no estado geral ou na manutenção), diferentes pessoas da família obtém médias bem distintas. Falando de forma geral, o motorista que conduz o veículo de forma mais suave, com acelerações e frenagens progressivas, gasta menos combustível - e quem tem a tocada baseada em acelerações e frenagens vigorosas, gasta mais.

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2018/03/o-que-pode-fazer-seu-carro-gastar-mais-combustivel-do-que-deveria.html

Muitas pessoas não sabem que não é necessário fazer grandes adaptações no carro ou no modo de dirigir para reduzir o gasto de combustível. Basta colocar em prática algumas práticas simples, assim como alguns cuidados com a manutenção. Confira as dicas de especialistas consultados por Autoesporte.Pé pesado para quê? Acelerar e frear bruscamente são alguns dos piores inimigos da economia de combustível, além de ser um perigo para os condutores e pedestres que estão por perto. “Evite picos de velocidade, o correto é conduzir com suavidade. Acelere gradativamente, o motor responderá com eficiência sem consumir exageradamente”, recomenda Aldo Piedade, proprietário da Alpie Escola de Pilotagem. Frear com calma dá ao condutor (em algumas situações) a possibilidade de aproveitar a inércia do veículo para retomar a velocidade, outro ponto a favor da economia.Quando o relevo ajuda Em declives, mantenha o veículo engrenado, acelere o suficiente e aproveite o embalo. É mais uma forma de economizar. “Nessa situação, nunca desça em ponto morto. Use o freio-motor para que o veículo não desça desgovernado e, também, para não sobrecarregar o sistema de freios quando precisar dele”, orienta Piedade.Marcha X RPM Manter uma marcha baixa enquanto o motor está em regime de altas rotações é tão inadequado quanto escolher uma marcha alta para rodar em giros tímidos demais. “Para obter o melhor rendimento com economia, o ideal é trocar as marchas dentro da faixa de torque máximo”, lembra Piedade. A informação está descrita no manual do proprietário. Caso o veículo não traga conta-giros, troque as marchas quando perceber que o motor “ganhou força”.De olho nos pneus Um pneu pode ser responsável por até 20% do consumo de combustível devido à resistência ao rolamento. “Esta resistência depende de fatores externos ao pneu (velocidade, peso e conservação do veículo, pavimento, temperatura, calibragem semanal) e internos, como estrutura, compostos e desenho da banda de rodagem”, comenta Roberto Falkenstein, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Pirelli. Ele lembra que, além da atenção com a calibragem, é preciso manter as rodas alinhadas para evitar o aumento do consumo de combustível.Lubrificante também conta Entre os tipos de óleo especificados pela montadora para o motor, escolha sempre o de menor viscosidade. De acordo com Edmilson Santana, consultor técnico da Castrol Brasil, os lubrificantes de baixa viscosidade podem proporcionar redução no consumo de combustível se comparados aos óleos convencionais de maior viscosidade, além de reduzir as emissões de poluentes na atmosfera e aumentar a durabilidade do propulsor.Interferências na carroceria Cuidado ao escolher acessórios para seu veículo. Boa parte daqueles feitos para enfeitar a carroceria pode gerar maior resistência contra o ar, aumentando o apetite do motor. “Um item útil, como o bagageiro de teto, só deve ser montado na capota quando houver necessidade”, diz Marcus Vinicius Aguiar, diretor de Segurança Veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Alguns deles possuem formas aerodinâmicas que ajudam a economizar.Eliminando “gorduras” O porta-malas do seu carro está cheio de coisas desnecessárias, que você nem dá atenção? É melhor arrumar outro lugar para essa bagagem. “Carregar peso à toa é outro fator que eleva o gasto de combustível”, lembra Aguiar, diretor da AEA. Segundo um estudo da Volkswagen, um peso de 100 quilos pode equivaler a um gasto extra de até 0,3 l/100 km – na média, já que o tipo de veículo, de motor e desenho da carroceria, basicamente, também influenciam.Eliminando “gorduras” Refresco para o ar condicionado Nos dias quentes, o ar condicionado ganha status de salvador da pátria. Ainda mais para quem sabe usá-lo da melhor forma. “Quando estacionado sob o sol, o carro atua como uma estufa, já que a massa de ar de seu interior fica mais quente que a do exterior. Ao sair com o veículo, rode com os vidros abertos para acelerar o resfriamento do habitáculo”, orienta Daniel Ângelo, chefe do conceito de Oficinas da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch. Só ligue o ar condicionado depois disso. Em trajetos curtos, é possível que o sistema nem tenha tempo de cumprir sua função – melhor nem acioná-lo para não desperdiçar combustível.Motor na temperatura ideal Falando em temperatura, o motor consome menos quando está aquecido na medida certa (conforme indica o mostrador no painel). Quanto mais tempo for possível trabalhar dentro desta faixa, melhor. “Por isso, vale planejar bem o uso do veículo. É melhor traçar uma rota para ir a vários lugares de uma vez, se possível, do que recorrer a várias saídas rápidas ao longo do dia”, lembra Ângelo, da Bosch.

 

FONTE:https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2013/02/dicas-para-economizar-combustivel.html

Você já sabe: bebida alcoólica e direção não combinam. Mas quanto tempo depois de beber uma cervejinha você pode dirigir?

De acordo com especialistas consultados por Autoesporte, o tempo que o nosso corpo leva para absorver o álcool pode variar bastante, já que existem muitas variáveis. Depende se você é homem ou mulher, do seu peso, da quantidade de álcool consumido e, é claro, do tipo de bebida ingerida. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), alguns testes de alcoolemia podem detectar rastros de álcool até 12 horas após a ingestão. Por isso, o recomendado é aguardar 12 horas para assumir o volante.Estudos indicam que cerca de 90% do álcool consumido é absorvido na primeira hora. Mas não se engane: quanto maior o teor alcóolico, ou seja, quanto mais você beber, maior será a dificuldade do corpo humano em processá-lo. É isso que explica Dirceu Alves, especialista em medicina do Tráfego. Ele afirma que cada dose de álcool levaria cerca de uma hora para sair do organismo. Mas apenas em casos de consumo de quantidades reduzidas, ou seja, de no máximo uma latinha de cerveja (cerca de 200 ml).

O especialista alerta: se a pessoa decidir beber mais, o tempo de espera pode ser maior do que as 12 horas recomendadas. Se a quantidade de álcool for muito grande, o álcool sai do sangue em até 12 horas, mas os efeitos no cérebro continuam - a conhecida ressaca. "O recomendado é que nos casos de consumo excessivo, o motorista espere pelo menos 24 horas para dirigir novamente", afirma.

A nutricionista Roberta Nogueira acha complicado determinar um tempo fixo, exatamente pelas variáveis que envolvem o processo de metabolização do álcool no organismo. "Pode ter diferenças dependendo do tipo de bebida. Se a pessoa se alimentar enquanto ingere o álcool, isso também ajuda a reduzir o cálculo. Mesmo assim, não podemos afirmar um limite de tempo”.

A nutricionista também afirma que há diferenças no consumo de álcool de homens e mulheres. “Quando as mulheres ingerem um copo de vinho, é como se tivessem ingerido dois em relação ao homem, pois há uma dificuldade maior na digestão do álcool”, afirma.

Efeitos do álcool
A combinação álcool e direção é o grande inimigo dos motoristas em todo o mundo. Mesmo com a aplicação e a rigidez da Lei Seca no país, a ingestão de bebidas alcoólicas é a terceira maior causa de mortes no trânsito brasileiro. A nossa atual legislação já penaliza motoristas que conduzam com nível de álcool superior a 0,06 dg/l (gramas de álcool por decilitro de sangue) e (0,34 mg/L) no ar expelido no teste do bafômetro.

De acordo com o NHSTA, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos, o motorista já tem sua capacidade de direção atingida com apenas 0,02 dg/l de álcool no sangue, o que equivale a um simples copo de vinho. De acordo com o estudo, esse valor já é suficiente para a redução da capacidade de realizar duas tarefas ao mesmo tempo e a localização de um alvo em movimento, por exemplo.Mitos e verdades

Os especialistas afirmam que não há nada que possa ser feito para acelerar o processo de metabolização de álcool no corpo. Não adianta comer doce, tomar chazinho ou se medicar com antiácidos. Essas são soluções que podem aliviar os sintomas da embriaguez, mas não vão reduzir o tempo de absorção do álcool no corpo.

Beber água e realizar exercícios físicos, por exemplo, assim como se alimentar podem ajudar o seu corpo a se sentir melhor. “É importante nunca beber de estômago vazio e sempre comer alguma coisa”, aconselha. Mas essas dicas não vão te livrar do teste do bafômetro e nem da responsabilidade de arriscar a vida de alguém no trânsito.Quantidade de álcool no sangue (dg/l) Efeitos colaterais na direção
0,02 Declínio em funções visuais (rastreamento rápido de um alvo em movimento), redução na capacidade de realizar duas tarefas ao mesmo tempo
0,05 Coordenação reduzida, capacidade reduzida de rastrear objetos em movimento, dificuldade de direção, resposta reduzida a situações de direção de emergência
0,08 Concentração, perda de memória de curto prazo, controle de velocidade, capacidade reduzida de processamento de informações (por exemplo, detecção de sinal, pesquisa visual), percepção prejudicada
0,10 Capacidade reduzida para manter-se na faixa e frear adequadamente
0,15 Comprometimento substancial no controle do veículo, atenção à tarefa de dirigir e no processamento necessário da informação visual e auditiva 

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2018/05/quanto-tempo-depois-de-beber-eu-posso-dirigir.html

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