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Ter banco de couro no carro representa luxo e requinte. Mas para manter o revestimento com aspecto de novo é preciso alguns cuidados. Especialistas orientam que, dependendo do uso e da região do país, o couro deve ser hidratado em prazos que vão de dois a seis meses. O mesmo vale para os veículos com revestimento em couro sintético.

Cláudio Saldanha, diretor patrimonial da empresa César WJ, diz que o couro pode ter vida útil de até cinco anos, e que o prazo para hidratação do couro e do couro ecológico varia conforme a umidade do ar de cada região. No Norte e Nordeste, devido ao uso constante do ar-condicionado, o ideal é que a hidratação seja feita a cada dois meses. No Sudeste, o prazo aumenta para quatro meses, e, no Sul do país, de seis em seis. “O couro é como a pele humana, precisa tratar senão resseca”, afirma Saldanha.

A tonalidade do couro também influi no prazo de limpeza. Em revestimentos de cor clara, o ideal é que a limpeza seja semanal, já que até mesmo a roupa e objetos nos bolsos, como chaves, podem sujar o revestimento. No caso de um couro manchado só mesmo um profissional especializado será capaz de retirar as marcas. Se o revestimento não tiver nenhuma mancha, o serviço pode ser executado pelo próprio dono do carro, usando pano úmido com sabão ou detergente neutro. Para secar o revestimento, basta usar uma flanela.

A fabricante Nissan também orienta que caso seja necessário a limpeza que se use sabão neutro e água e frisa que cuidados regulares e limpeza são necessários para manter a aparência do couro. Ainda segundo a Nissan, substâncias como sabão em pasta, ceras automotivas, polidores, óleos, fluidos de limpeza, solventes, detergentes ou limpadores à base de amônia não são recomendados. Tais produtos podem danificar o acabamento natural do couro.

Hidratação

A hidratação pode ser feita logo depois da limpeza. Saldanha diz que o ideal é o cliente usar um hidratante líquido para uma maior penetração no couro. “Se o hidrante for bem refinado, melhor será sua absorção pelos poros do couro”, afirma.  A retirada do excesso pode ser feita, em média, 40 minutos depois da aplicação. Entretanto, Saldanha diz que se o usuário estiver usando hidrante líquido e fizer a aplicação na parte da tarde e puder retirar o excesso pela manhã, mais aveludado o couro ficará.

O empresário Robson Santos Vilela, proprietário da empresa Safety Car, também afirma que o próprio dono do carro pode executar o serviço. Vilela orienta que antes de efetuar a hidratação é necessário lavar o banco com sabão neutro com o uso de uma espuma e secar com um pano limpo.  Assim que a superfície revestida em couro estiver seca, ela já pode ser hidratada. “Mas é bom usar um hidratante de boa qualidade”, diz Vilela.

Couro ecológico

Os cuidados com limpeza e hidratação seguem o mesmo padrão usado nos revestimentos de couro. Porém, Saldanha orienta que o dono do carro evite deixar o veiculo muitas horas exposto ao sol, pois, diferente do natural, o revestimento sintético ressacará. Caso isso aconteça, ele vai quebrar todo.

Dono de um Volkswagen Golf 2002, o gestor de frotas Robson Geraldo de Almeida Pires, tem hidratado o banco de couro do seu carro com creme Nívea. O modelo foi adquirido recentemente, e Pires já viu diferença na hidratação. “Em partes onde o couro estava quebrado, ele já está mais liso”, diz Pires. Ele já fez quatro hidratações com frasco do hidrante corporal, e, segundo ele, a alternativa deixou o revestimento com um aspecto melhor e mais macio. Ele notou melhora até mesmo em lugares onde o revestimento estava esfolado. “Não recupera, ele está rachado, mas pelo menos fica mais macio”, diz Pires.

Entretanto, a hidratação como este cosmético não é recomendada pelos fabricantes automotivos. De acordo com a Fiat, o creme irá provocar uma saturação no couro e reduzir a sua vida útil, principalmente em locais de grande umidade. O fabricante ainda alerta que o creme pode exalar matéria volátil engordurando os vidros e até mesmo causar o escorregamento do usuário sobre os assentos.

Reparos

Tanto Vilela quanto Saldanha dizem que pequenos reparos podem ser feitos em peças com danos causados por cigarro ou esfoladas pelo uso. Como o revestimento é costurado em pedaços, muitas vezes pode se trocar somente a parte danificada. Porém, segundo Saldanha, em alguns casos, o melhor é trocar toda peça ao redor da danificada, pois, muitas vezes, de um lote para outro há diferença de tonalidade do couro. Ele diz que o mais caro é a mão de obra e nesse caso trocar toda a peça não faria tanta diferença no custo final do reparo.

Em alguns casos, se o dano for somente um pequeno arranhão, o reparo pode ser feito com pintura no local afetado sem ter que retirar a peça. Para que reparos assim sejam feitos, Saldanha explica o dano não pode passar da superfície da pigmentação. Esse serviço tem um valor mais em conta para o cliente.

Airbags laterais

Em modelos com airbags laterais dianteiros alojados no banco são necessários cuidados especiais na hora de reparar o revestimento. Por isso é bom sempre consultar o manual do veículo. Caso o guia não sane todas as dúvidas, o melhor é procurar uma concessionária autorizada para ter uma orientação profissional.

A Fiat, por exemplo, afirma que a remoção e a recolocação do side bag com cover plástico (aqueles que tem uma cobertura ressaltada) deverá ser realizada somente por profissionais de sua rede de concessionários. Já em bancos cujo side bag não tenha o cover plástico, o revestimento de couro nunca poderá ser reparado. A capa sempre deverá ser substituída somente por uma original, e a substituição deverá ser realizada na concessionária.

A mesma orientação é compartilhada pela japonesa Nissan. Os modelos Altima e o Sentra têm o side bag no encosto dos bancos. Assim como a Fiat o revestimento não pode ser reparado e deve ser trocado a capa completa por uma original. “Nos side bags sem o cover plático existe uma “fragilização” proposital na zona de abertura do side bag para a deflagração correta da bolsa (tempo de abertura e direcionamento). Nesta região existe um controle eletrônico do número de pontos da costura além de um controle rígido das propriedades mecânicas do material da linha utilizada”, afirma a Nissan.

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2014/07/saiba-como-manter-e-reparar-bancos-de-couro.html

Prefeitura de São Paulo lança site para motoristas transferirem pontos de multas online. Antes a transferência só poderia ser feita pelo correio ou pessoalmente e costumava levar dois meses. Com o novo serviço digital, o processo para indicar o condutor responsável pela infração dura em média 10 dias.

Além disso, o proprietário do veículo multado também pode acompanhar o andamento do processo no portal do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV).

A partir do segundo semestre, os recursos de multas também serão realizados pelo site. A Prefeitura acredita que com essa iniciativa haverá uma economia de recursos públicos, pois a digitalização elimina a necessidade de papéis. No entanto, o órgão ressalta que os funcionários responsáveis pelos processos impressos não serão dispensados, podendo atuar em outros departamentos.

 

Como funciona

Os motoristas devem se cadastrar no sistema e informar nome, CPF, RG, CNH, Renavam e endereço completo. Também são necessários os documentos (CPF, RG e CNH) do condutor que receberá os pontos. Confira o vídeo explicativo sobre o passo a passo para a  transferência.

 

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2017/08/editar-transferencia-de-pontos-de-multa-pode-ser-realizada-pela-internet.html

Escolher o tipo ideal de película para o seu carro pode não ser uma tarefa tão simples. Isso porque no mercado existem diversos tipos, marcas, espessuras e finalidades. Algumas, inclusive, nem são permitidas por lei. Conversamos com o Detran-SP, com o engenheiro de aplicação de películas para vidro da 3M, Felipe Yenikomochian, e com o proprietário da oficina Hirota Produce, Nelson Hirota, para resumir as principais informações sobre películas de proteção automotiva.

 

 

Quais as películas mais procuradas?
No mercado, as mais comuns são as de escurecimento e antivandalismo. A primeira tem a função de dar mais privacidade aos ocupantes e reter o calor. Já a segunda tem a finalidade de proteger o motorista e passageiros, evitando que o vidro estoure com “facilidade” caso seja atingido. Porém, ela está longe de fazer a função da blindagem. Para ambas, existem diversas espessuras e colorações.

 

2 Qual a espessura mais recomendada?
Não há uma recomendação exata, pois o cliente deve ser aconselhado pelo profissional de acordo com suas necessidades e o modelo do carro. No entanto, a aplicação mais comum é da chamada PS4 (com espessura de 0,1 mm). As opções ultrapassam a classificação PS10 (com cerca de 0,25 mm de espessura).
 

 

3 Quais as principais cores disponíveis no mercado?
As mais comuns são as películas G20, G5 E G35. A primeira é considerada “padrão”, a segunda tem cor similar à de um saco de lixo, enquanto a terceira é bem clara. Existem também películas espelhadas, metalizadas e coloridas.

 

 

4 O que a lei diz?
Segundo o Contran, o limite mínimo de transparência dos vidros deve ser de 75% no para-brisa incolor, 70% no para-brisa colorido (temperado/degradê) e nos vidros das janelas das portas da frente e 28% nos demais vidros (janelas laterais traseiras e vidro traseiro). Portanto, a película na cor G5 é proibida por lei. Ainda segundo o órgão, “o motorista que utilizar película com índice inadequado poderá ser autuado e receber cinco pontos na habilitação, pois essa é considerada uma infração grave. Além disso, terá de pagar multa no valor de R$ 195,23 e o veículo será retido para regularização”.
 

 

5 Quais os valores?
Variam de acordo com o tamanho do veículo e espessura. Em relação às películas antivandalismo para carros pequenos, como um Chevrolet Onix ou Hyundai HB20, o valor inicial é de R$ 690. Já para carros maiores, como um Honda CR-V, sai na faixa de R$ 900 a R$ 990. O preço inicial das películas de escurecimento é de cerca de R$ 200. Existem películas que fazem a função antivandalismo e escurecimento ao mesmo tempo.

 

 

6 Como funciona a aplicação?
Quanto mais grossa, mais difícil de instalar a película. Por isso, normalmente é possível colocá-las sem a necessidade de retirar o vidro até a espessura PS8 (de 0,2 mm). No entanto, alguns profissionais preferem sempre retirar o vidro para aplicá-las por dentro, independentemente da sua grossura.
 

 

7 Qual a durabilidade?
Apesar de normalmente terem de 10 a 15 anos de garantia para descolamento ou desbotamento, elas costumam ser resistentes e durar vários anos.

 

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2017/10/7-duvidas-sobre-peliculas-para-os-vidros-dos-carros.html

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de papel está com os dias contados. A partir de 2019, o documento será emitido em formato de cartão de plástico com microchip. Segundo as informações do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o novo modelo da CNH será semelhante a um cartão de crédito convencional.

De acordo com o órgão, a proposta é que no futuro a nova CNH possa ser utilizada para outras finalidades. O condutor poderá usá-la, por exemplo, para pagar as tarifas do pedágio, metrô ou ônibus. O controle de acesso a prédios públicos, universidade e estacionamento também poderá ser feito por meio do cartão inteligente

Outra possibilidade futura é de usar o documento como identificação biométrica. O Contran explica que as digitais estariam carregadas dentro do chip e seriam utilizadas para validar a identidade em bancos e serviços públicos.

Quando a CNH inteligente será aplicada?

Os departamentos de trânsito dos estados e do Distrito Federal têm até 1º de janeiro  de 2019 para se adequar ao novo modelo da CNH. O ministro das cidades, Alexandre Baldy, explica que o cartão inteligente reduzirá a probabilidade de ocorrência de fraudes e aumentará a durabilidade do documento.

A partir de 2019, as Carteiras de Motoristas já poderão ser emitidas no novo formato. Os condutores que já são habilitados farão a troca da CNH no momento da renovação. O órgão afirma que os valores de emissão do documento são de competência dos Detrans dos Estados e do Distrito Federal.  

Outras mudanças

Desde o começo do ano, o Contran vem anunciando diversas modificações na Carteira de Habilitação. Em janeiro, o documento ganhou novas cores e itens de segurança Outra novidade foi a inserção de um código QR impresso no verso da CNHA  tecnologia permite que os dados biográficos e foto dos motoristas sejam acessados pela leitura do QR, que pode ser feita mesmo sem conexão com a internet

Além disso, a partir de fevereiro de 2018, a CNH terá uma opção digital, em que os motoristas se identificarão por meio de um aplicativo. Segundo o Contran, essa versão não irá substituir o documento físico, o condutor poderá optar pela versão eletrônica ou física ou por ambas.

FONTE: https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2017/12/cnh-com-chip-sera-implantada-ate-2019.html

consumo de combustível sempre foi uma das principais preocupações dos motoristas em relação aos seus carros, ainda mais em tempos bicudos - esta é, invariavelmente, uma das informações mais requisitadas pelos nossos leitores sobre as novidades que chegam ao mercado. Mas, além das características próprias de cada marca/modelo/versão, existem outros fatores que entram nessa conta do consumo de combustível. Quem nunca ficou de queixo caído ao saber que um parente, amigo ou conhecido, dono de um modelo igualzinho ao seu, consegue uma média de consumo bem melhor ou pior que a sua?

Para entender essa questão, procuramos o engenheiro Francisco Satkunas, conselheiro da SAE BRASIL - Sociedade de Engenheiros da Mobilidade, que listou os principais fatores que influem no consumo de combustível de um veículo.

 

 

Calibragem errada dos pneus
Eles são o único ponto de contato do veículo com o solo. Os pneus, portanto, tem um papel crucial em qualquer questão de consumo de combustível - mais especificamente, devido à sua resistência ao rolamento. E é exatamente por isso que os chamados “pneus verdes” estão se popularizando cada vez, uma vez que eles ajudam a reduzir o consumo de combustível por terem uma baixa resistência ao rolamento.

No dia a dia, o motorista deve ficar atento à calibragem dos pneus com a pressão recomendada pelo fabricante, que deve ser feita pelo menos a cada 15 dias - ou semanalmente, se você roda por vias em mau estado de conservação, cheias de buracos e irregularidades. “Pneus com pressão 10% abaixo do recomendado pelo fabricante podem, dependendo de características do veículo, em um aumento no consumo de combustível entre 6% e 10%, pois aumenta a sua resistência ao rolamento”, alerta Satkunas.

 

 

Carro cheio

Se você vai viajar com o carro cheio de passageiros e de bagagem, é essencial calibrar os pneus para esta situação. Todos os modelos possuem uma pressão recomendada para quando o veículo está carregado - informação que consta no manual do proprietário e, na maioria dos modelos, em uma etiqueta localizada na porta do motorista, coluna central ou na portinhola de abastecimento. A calibragem correta, além de economizar combustível, também contribui para prolongar a vida útil dos próprios pneus.

 

 

Rodas desalinhadas

Além disso, o desalinhamento das rodas também provoca maior resistência ao rolamento dos pneus - e, por consequência, aumento no consumo de combustível. Por isso, o alinhamento deve ser feito a cada 10 mil quilômetros - ou sempre que você pegar algum buraco de forma mais brusca. Fique atento, também, a esses sintomas: pneu “cantando” em curvas de baixa velocidade e desgaste excessivo nos ombros do composto são os sinais mais claros de que as rodas precisam ser alinhadas.

 

 

Filtros de ar 

Além dos pneus, alguns itens de manutenção tem relação direta com o consumo e estão entre os primeiros suspeitos quando o consumo de combustível de um carro aumenta com a mesma rotina (mesmo motorista, percurso e horários). O primeiro item é o filtro de ar, que pode estar sujo e precisa ser substituído. “Nessa situação, o fluxo de ar fica reduzido e a central eletrônica faz a compensação injetando mais combustível”, explica Satkunas. “O aumento no consumo pode chegar a até 8%.”

Por isso, siga a quilometragem indicada pelo fabricante para a substituição do filtro de ar. Se a utilização for em condições severas - como uso diário em estradas de terra ou em congestionamentos com grande concentração de poluição - essa quilometragem deve ser reduzida pela metade (Satkunas explica que a fuligem da poluição tem efeito similar ao das partículas de terra). Em situações muito extremas, é recomendável levar o carro até uma concessionária ou mecânico de confiança para checagem do filtro.

 

 

Velas sujas e defeitos nas bobinas

Outros problemas que afetam diretamente o consumo de combustível são velas sujas, defeitos nos cabos de vela ou nas bobinas. Esses problemas podem ser identificados com relativa facilidade, pois provocam redução de potência e falhas na aceleração.

 

 

Ar-condicionado
Os departamentos de engenharia das marcas trabalham exaustivamente em cima da aerodinâmica dos seus modelos, sempre em busca de pequenos detalhes no design da carroceria que permitam ao veículo cortar o ar de forma mais eficiente. Já no dia a dia, a principal influência do motorista nesse ponto é a abertura das janelas - de onde nasce a dúvida: é mais econômico rodar com o ar-condicionado ligado ou com com as janelas abertas? A recomendação de Satkunas é de sempre fechar as janelas e usar o ar-condicionado ao rodar acima de 40 km/h. “A partir dessa velocidade, o consumo começa a aumentar em torno de 2% a 3%, acima do que se perde com o ar ligado”.

No entanto, Satkunas faz algumas ressalvas. “No meio da cidade, mesmo rodando devagar, muitas vezes não é seguro abrir as janelas”, diz. “Por outro lado, muitas vezes a temperatura ambiente já caiu, mas o motorista esquece de desligar o ar-condicionado”. Então, fique atento e desligue o sistema de climatização sempre que possível. Vale lembrar que alterar a temperatura ou diminuir a velocidade da ventilação não alteram o consumo, uma vez que o compressor continua funcionando da mesma maneira.

Por fim, é possível economizar um pouco de combustível desligando o ar-condicionado um pouco antes de se chegar ao destino. Isso também pode ajudar a sua saúde, já que a prática seca os dutos e o filtro da cabine, reduzindo a ocorrência de fungos no sistema - o que causa aquele mau-cheiro característico.

 

 

Excesso de peso
Não é por acaso que todas as fabricantes de veículos trabalham intensamente para reduzir o peso dos seus carros. Em todos os grandes mercados mundiais, as empresas precisam atender à metas de redução de consumo de combustível que estão cada vez mais rígidas. “Quanto maior a massa a ser deslocada, maior o consumo de combustível”, resume Satkunas. Mas o motorista também precisa fazer a sua parte: não utilize o porta-malas do veículo como um guarda-volumes, transportando itens desnecessários.

Além disso, Satkunas também dá uma dica para motoristas que rodam pouco diariamente e enchem o tanque a cada duas semanas ou mesmo em um mês. “Ao encher o tanque e demorar tanto para consumir o combustível, do ponto de vista da engenharia, o motorista está carregando um peso morto durante a maior parte dessa quilometragem”, explica. Nesse caso, ao invés de encher o tanque, o motorista pode abastecer meio tanque ao invés de completar, aumentando o número de visitas ao posto.

 

 

Combustível adulterado
A adulteração de combustível é um grave problema no Brasil e que pode provocar graves danos no motor - ou, na hipótese menos grave, aumentar o consumo de combustível do veículo. Dependendo do tipo de adulteração, o motorista pode nem sentir mudanças na tocada do carro e só vai perceber algum problema ao checar a média de consumo no computador de bordo ou quando encostar novamente na bomba de combustível.

“Os sistemas de injeção eletrônica conseguem se adequar às condições do combustível que está sendo utilizado. Na época do carburador, qualquer adulteração tinha um efeito quase que imediato”, explica o conselheiro da SAE.

 

 

Pé pesado

A atuação do motorista na condução do veículo é outro fator que tem uma grande influência no consumo. É por isso que muitas vezes, com um mesmo carro (ou seja, sem estar sujeito a diferenças no estado geral ou na manutenção), diferentes pessoas da família obtém médias bem distintas. Falando de forma geral, o motorista que conduz o veículo de forma mais suave, com acelerações e frenagens progressivas, gasta menos combustível - e quem tem a tocada baseada em acelerações e frenagens vigorosas, gasta mais.

 

FONTE; https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2018/03/o-que-pode-fazer-seu-carro-gastar-mais-combustivel-do-que-deveria.html

Lembra dos ícones Volkswagen Gol 1.8 GTS, 2.0 GTi, Volkswagen Santana 2.0 GLS e Chevrolet Opala Diplomata 4.1S, todos fabricados entre os anos 80 e 90? Além dos ótimos desempenhos,traziam em comum longos capôs com uma função fundamental: esconder os enormes motores longitudinais. Mas aquelas pérolas bebiam demais, poluíam demais e aos poucos foram sendo atualizadas ou descontinuadas. O Gol é um bom exemplo. O hatch abandonou os longitudinais em 2008 para adotar os motores transversais.

“Os capôs antigos eram compridos para favorecerem o estilo da época. Hoje, ao contrário, isso não é mais vantagem. Frentes com motores transversais dão mais liberdade aos estilistas e permitem melhor redistribuição e diminuição de peso do veiculo, fator importante na relação peso/potência”, revela o engenheiro e diretor adjunto da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Nilton Monteiro.

 

Motor longitudinal

O motor longitudinal fica posicionado em paralelo ao comprimento do carro. Os cilindros estão dispostos em uma linha, do início ao fim do bloco do motor. O estilo é mais comum em veículos de tração traseira ou tração 4X4, mas carrões de alto desempenho podem ter um longitudinal traseiro ou central, dependendo do caso. Na configuração mais comum, com o motor na frente e tração traseira, o motor é encaixado na linha central do carro, com o câmbio logo atrás (entre os bancos dianteiros) e um eixo de transmissão que vai até o eixo de traseiro.

 

Motor transversal

O motor transversão é montado perpendicularmente ao comprimento do carro, ou seja, atravessado. Os cilindros do motor ficam dispostos da esquerda para a direita. É mais utilizado em carros com motores dianteiros e com tração dianteira, mas pode ser montado no meio de carros com tração traseira, em casos mais raros. A configuração mais encontrada é aquela com motor dianteiro montado em carros de tração dianteira. Neste caso, o motor é montado entre as rodas dianteiras com o câmbio encaixado em uma de suas extremidades.

 

Vantagens e desvantagens

“Não é possível definir o que é um layout padrão de “package” (trem de força). Só dá para saber o que está sendo mais usado no momento e em determinada localização geográfica. No Brasil, o Fusca já foi carro popular quando tinha motor boxer e tração traseira. Hoje, o padrão é o motor quatro (ou três) cilindros em linha com tração dianteira e amanhã será o carro elétrico”, conta o designer e coordenador do IED, Istituto Europeo di Design, Fernando Morita.

 

Além de oferecer mais espaço na cabine, o motor atravessado na dianteira tem o virabrequim diretamente alinhado, e conectado, às rodas, enquanto o câmbio acopla em uma das extremidades. O motor longitudinal, por sua vez, precisa de engrenagens em 90° para chegar até as rodas (pode haver pequena perda de energia, ou força, com esse sistema). “A concepção longitudinal é antiga e prejudica a estabilidade do veículo. Como desvantagem, há redução da distância entre-eixos e consequente perda de espaço interno”, diz Nilton Monteiro.

 

Efeitos na aparência

Apesar de os compactos nacionais terem adotado o layout com motor transversal, os carros maiores e mais luxuosos continuam abrigando motores longitudinais. Lembrando que um propulsor longitudinal pode ter uma disposição de cilindros em “linha”, em “V” ou, menos comum, em “W”. Então, a posição do motor pode alterar o visual de um carro? “O motor sozinho não faz diferença. O que muda é o planejamento do trem de força como um todo, e o pacote. O Audi A4 e Volkswagen Jetta, por exemplo, trazem propulsores quatro cilindros em linha com tração dianteira, mas só no A4 o motor é longitudinal, pois é preparado para receber motores muito maiores e tração nas quatro rodas, na versão esportiva. O Jetta, por sua vez, tem um projeto mais barato e utiliza motor transversal”, afirma o coordenador do IED.

 

Em design automotivo, quanto maior o capô de um sedã e quanto maior a sua distância entre a roda dianteira e a coluna A, mais ele se parecerá com um modelo mais caro e mais refinado. Por outro lado, ao contrário do que muitos imaginam, desenhar carros com motores transversais não é sinônimo de trabalho facilitado. “A liberdade de criação de um designer não muda de acordo com o tipo do motor. O que muda é o quanto a empresa valoriza ou não o design. A mentalidade da marca é mais importante do que o layout de um carro. Uma empresa alemã sempre vai ter um pensamento mais racional que uma empresa italiana”, conclui Fernando Morita.

 

História

Existem registros de carros com motores transversais datando do começo da década de 1910, mas a notoriedade desses propulsores começaria na década de 1930, quando DKW e Saab começariam a adotar esse tipo de trem de força. Em 1959, a British Motor Corporation lançou o Mini Cooper que trazia um motor transversal garantindo bom desempenho e espaço interno ao inglês. Como resultado, o pequenino virou uma alternativa de carro para as famílias. Em solo brasileiro, o primeiro automóvel a adotar essa tecnologia foi o Fiat 147, em 1976.

 

Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/noticia/2017/11/motor-longitudinal-ou-transversal-entenda-diferencas.html

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